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História e Retrospectiva

Escrever história é sempre uma tarefa difícil e injusta. Difícil, porque é necessário coletar os “retalhos” espalhados por diversos cantos. Injusta porque raramente consegue, mesmo tratando de acontecimentos recentes, identificar todos os atores ainda que com atuação relevante no processo. Assim, dentro deste quadro, apresenta-se a chamada versão atual da história da OCEMG que, certamente, será enriquecida pelos estudiosos de amanhã.

O ato de fundação da Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais – OCEMG, aconteceu a 11 de setembro de 1970, entretanto para entender o porque é necessário investigar os acontecimentos que determinaram isso.

Antecedentes

Os últimos anos da década de 60 testemunharam uma desarticulação no movimento cooperativista, em âmbito nacional e regional, sendo que várias entidades se apresentavam como porta-vozes do sistema, algumas vezes defendendo posições antagônicas.

Ao mesmo tempo o governo autoritário da época tomava iniciativas oriundas de seus gabinetes que tinham pouco a ver com as aspirações cooperativistas. Dessa forma vantagens e facilidades de outrora, advindas de lutas anteriores, desapareceram.

Tais determinações do regime militar foram sentidas principalmente a partir de 1966, com o Decreto-Lei nº 59, de 21 de novembro de 1966, regulamentado pelo Decreto nº 60597, de 19 de abril de 1967. Com a criação do Conselho Nacional de Cooperativismo – CNC. Como conseqüência o cooperativismo foi submetido ao centralismo estatal, perdendo muitos incentivos fiscais e liberdades já conquistadas.
O diploma legal que culmina esse centralismo é a Lei 5764/71, vigente ainda hoje. Ela determinou, entre outras coisas, a implantação de um sistema nacional composto por uma entidade nacional, federativa, sendo que cada estado replicava as mesmas funções em sua jurisdição.

Linha do Tempo

1970/71

A Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais – OCEMG, foi criada, nos termos propostos pela Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB, no dia 11 de setembro de 1970, em uma assembléia de 145 representantes das mais diversas e diferentes cooperativas existentes no Estado. Estava também presente o presidente do Banco Nacional de Crédito Cooperativo, Paulo Abreu.

A assembléia foi convocada pela União das Cooperativas do Estado de Minas Gerais – UCEMG que foi extinta para dar lugar à nova entidade.

A primeira diretoria da OCEMG, eleita pela assembléia para levar os trabalhos da entidade até abril de 1973, ficou assim constituída: diretor-presidente: Paulo de Sousa Lima (Cooperativa Agropecuária de Betim Ltda), os diretores: Almir Ferraz Barbosa (Cooperativa Central dos Hortifrutigranjeiros de Minas Gerais), Alcindo Mendes de Oliveira (Cooperativa de Consumo dos Rodoviários de Minas Gerais), José Álvares Filho (Cooperativa Agropecuária de Bom Despacho Ltda), José Pereira Campos Filho (Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda), Sérgio Augusto Vasconcelos de Souza (Cooperativa Walmap de Consumo Ltda) e mais o Conselho Fiscal, composto por seis membros.

Os bens da antiga União das Cooperativas do Estado de Minas Gerais foram transferidos para a OCEMG e todas as cooperativas que integravam a antiga UCEMG foram consideradas filiadas e fundadoras da nova entidade, que passou a funcionar à rua Guajajaras, 410, 14º andar, em Belo Horizonte.

Já na primeira assembléia da OCEMG, realizada em abril de 1972, para a apreciação de contas do ano de 1971, foram discutidas questões importantes para o cooperativismo mineiro como:

• a atuação do Banco Nacional de Crédito Cooperativo e sua política de composição de crédito para cooperativas e financiamentos de quotas partes de capital;

• juros, prazos e interiorização;

• integração do cooperativismo de consumo;

• perspectivas para a organização e constituição de uma Cooperativa Central que reunisse, dentro de um critério de viabilidade, as diversas cooperativas de consumo existentes em Minas Gerais, para efetuarem compras em comum.

• Em 1972, a OCEMG se dedicou a criar o Departamento Especializado das Cooperativas de Consumo. Órgão consultivo previsto nos Estatutos Sociais da entidade, esse departamento se destinava ao estudo e equacionamento das atividades das cooperativas nele agrupadas, assim como os problemas comuns a seus associados. Além disso, estudou os vários aspectos de fusão e incorporação de cooperativas, a criação do Departamento Especializado das Cooperativas de Pecuária, compreendendo laticínios, pecuária de corte, avicultura e suinocultura e adoção de um plano padrão de contas.

1973

No ano de 1973, além de dar encaminhamento às deliberações dos anos anteriores, a direção da OCEMG reformou e adaptou os estatutos da entidade, definindo-a como aquela que integra ³todos os ramos das atividades cooperativistas e tem a finalidade de representá-los junto à Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB, perante o governo do Estado, dos municípios e outras instituições.
Ainda no mesmo ano foi eleita a Diretoria Executiva para o triênio 1973/76 com os seguintes membros-Presidente : Paulo de Souza Lima, primeiro vice-presidente: Joaquim Balbino de Carvalho, segundo vice-presidente: José Pereira Campos Filho, os diretores: João Antônio de Avelar Azeredo, Sérgio Augusto Vasconcellos de Souza, Heleno Junqueira Fonseca, Manoel Rodrigues Caldas, Ivani Fonseca Martins Guerra, Caio Eduardo Junqueira e o Conselho Fiscal compostos por três efetivos e três suplentes.

1974

Em 1974, foi assinado um convênio entre a OCEMG e a COPETEC – Consultoria Empresarial Ltda para prestar os seguintes trabalhos:

Assessoria e consultoria fiscal, trabalhista e contábil;
Organização, reorganização, fusão e incorporação, compreendendo todos os aspectos legais e organizacionais;
Elaboração e implantação dos planos de contabilidade de custos industriais, elaboração, implantação e acompanhamento de novos planos de contas, segundo os modelos padronizados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA);
Assessoria de marketing e comercialização de um modo geral;
Assessoria para obtenção de financiamento de capital de giro e fixo, com a elaboração dos projetos de viabilidade econômica;
Elaboração de projetos industriais;
Racionalização dos controles administrativos;
Tombamento de ativos fixos com a implantação total do setor de controle das imobilizações, já estabelecidos os cálculos de correção monetária (opcional) e da depreciação.

A empresa, diretamente vinculada ao movimento cooperativista brasileiro e especializada em assistência técnica para cooperativas, também colocava à disposição da OCEMG os trabalhos de auditoria.

1975/76

Em 1975 foi aprovado a reforma estatutária da entidade e em 1976 foi eleita a nova diretoria para comandar a OCEMG no período de 1976/78.

A chapa ficou composta da seguinte forma: Presidente: Joaquim Balbino de Carvalho, da Cooperativa Regional do Sul de Minas Ltda; Primeiro Vice-Presidente : José Pereira Campos Filho, da Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda; Segundo Vice-Presidente: José Álvares Filho, da Cooperativa Agropecuária de Bom Despacho Ltda; Diretor Executivo: Sérgio Augusto Vasconcelos de Souza, da Cooperativa Walmap de Consumo Ltda e os diretores: Almir Ribeiro Tavares, da Cooperativa de Consumo dos Rodoviários de Minas Gerais Ltda; Délcio Nascimento Gomes, da Cooperativa Regional de Eletrificação Rural do Rio Doce Ltda; Zélia Maria Gomes, da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados da Manesmann e Empresas Consorciadas em Minas Gerais Ltda; Celso Ferraz de Araújo, da Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé Ltda; Nilo Marciano de Oliveira, da Cooperativa Regional de Belo Horizonte Ltda. Foi eleito também o Conselho Fiscal composto de três membros efetivos e três suplentes para o período.

1977/78

Em 1977, foi eleito novo Conselho Fiscal e em 1978 a OCEMG aprovou a criação da Fundação de Desenvolvimento Cooperativista (FUNDEC), que passou a funcionar com um departamento da OCEMG, com atividades específicas de assistência, em todos os níveis técnicos, ao meio cooperativo mineiro.
Ainda em setembro de 1978, a OCEMG realizou o II Congresso Estadual de Cooperativismo e em dezembro houve nova reforma estatutária.

1980

Dez anos após a sua criação, a OCEMG provou a sua importância no gerenciamento do movimento cooperativista mineiro. Para se ter uma idéia, já em 1978 existiam 318 cooperativas filiadas à entidade. Em 1979, das 368 cooperativas existentes no estado, 359 estavam filiadas e em 1980, das 394, nada menos, que 364 faziam parte da OCEMG. Esse quadro foi conseguido com muito trabalho da entidade.
Em 1980, a OCEMG participou com sucesso em várias atividades, dentre elas o I Congresso Brasileiro de Cooperativismo, ao qual levou uma delegação de 79 dirigentes e apresentou tese sobre o Banco Nacional de Crédito e Cooperativismo. A OCEMG integrou o grupo de trabalho para a criação de Cooperativas no Vale do Aço e participou do I Congresso Americano das Cooperativas de Eletricidade, realizado em Porto Alegre. Além disso, no exercício do mesmo ano, prestou apoio jurídico à várias filiadas através de 89 pareceres jurídicos. Através da FUNDEC, prestou assistência técnica às cooperativas filiadas, levando a elas toda a linha de prestação de serviços necessários para o aprimoramento do sistema.

1981

Em 1981, houve eleição do Conselho Diretor para o próximo mandato. Inscreveram-se duas chapas: Integração e Renovação. A chapa Integração tinha como objetivo caracterizar a OCEMG como uma entidade que exerce três funções básicas: função política de representação, função técnica e função de integração. Dentre os vários pontos do programa destacavam-se: efetivar o projeto de integração da OCEMG/FUNDEC; desenvolver atividades de fortalecimento e agilização da OCEMG como órgão de representação do Sistema Cooperativista do Estado através do desenvolvimento de um setor de comunicação, realizando encontros regionais e estaduais de cooperativas, criando um banco de dados e reativação das comissões; participar de modo mais atuante nas atividades que envolviam relacionamentos com organismos oficiais.

A sua composição era a seguinte: Presidente: Francisco José Neves, primeiro vice-presidente : Ronaldo Ernesto Scucato, segundo Vice-Presidente : Dilson José Dutra e os Diretores: Ronaldo Durante, Elias Rodrigues da Costa, Paulo Antônio Ribeiro, Palmyos Paixão Carneiro, José Ribeiro de Moura Júnior e Alice Rabelo Casasanta. A chapa ³Renovação² definida principalmente a reformulação geral da OCEMG. Pretendia transformá-la em um Órgão de Assistência Técnica e Jurídica, dentro das suas reais possibilidades e não apenas a de simples arrecadadora.

Queria também lutar pela isenção parcial ou total do ICM que incidia sobre os produtos cooperativados e participar ativa e permanentemente, em conjunto com outros sindicatos e órgãos de representação de classe e oficiais, responsáveis pelas políticas de preços dos produtos agropecuários e de consumo.

Os seus integrantes eram: Presidente: Délcio Nascimento Gomes, primeiro Vice-Presidente : João Bosco Murta Lage, segundo Vice-Presidente : José Francisco Martins e os Diretores: Flávio Antônio Reis do Valle, Silas Dias Costa, Antônio Fernando Branco, Paulo Apgaua, Paulo Guilherme, José Corrêa Maduro e Paulo de Magalhães. Venceu a chapa ³Integração², com 60 votos contra 36 da chapa ³Renovação².

A OCEMG fechou o ano de 1981 com 381 cooperativas filiadas, beneficiando diretamente mais de 300 mil associados e, indiretamente, mais de 2 milhões de pessoas no Estado. Durante todo o ano participou de vários Encontros de cooperativas e criou a Comissão de Café, que encaminhou às autoridades governamentais documentos mostrando a necessidade imediata de liberação de recursos para os financiamentos dos cafés geados, reestudo da discriminação no crédito rural entre pequeno, médio e grandes produtores, além da necessidade da presença das cooperativas na exportação de café.

1982

1982 foi marcado por uma multiplicidade de ações conduzidas pelo Conselho Diretor da entidade nas esferas de representação política de organização, assistência técnica, educação e comunicação cooperativista. Buscou-se, não somente elevar a presença da OCEMG junto à sociedade em geral, como também marcar a sua presença no interior do próprio sistema cooperativista nacional, participando estreitamente dos eventos mais importantes promovidos pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Na área de organização, foram estruturadas comissões nos segmentos de consumo, crédito e trabalho e continuou sendo prestada assistência jurídica às cooperativas. A força do movimento cooperativista no campo econômico ficou expressa, principalmente, pela atuação direta na produção e comercialização agropecuária, no crédito direto ao associado através das Cooperativas de Crédito Mútuo, no transporte da produção e na eletrificação rural.

Já no aspecto social, a OCEMG destacou-se pela sua atuação através de cooperativas de trabalho, principalmente as dos médicos, habitação, escolares e de consumo. Foi criado o segmento das cooperativas escolas/escolares. Foram realizados quatro encontros regionais com lideranças cooperativistas do Estado. A OCEMG fechou o ano de 1982 com 406 cooperativas associadas.

1983

O ano de 1983 foi marcado pela inauguração, no dia 7 de julho, da sede própria da OCEMG, situada à avenida do Contorno, 5009, BH. A aquisição foi fruto de trabalho para dotar a entidade de um local de existência e de trabalho em condições dignas e definitivas.

Foram feitas negociações com instituições ligadas ao cooperativismo, como o Banco Nacional de Crédito Cooperativista – BNCC, a Fundação Friedrich Naumann da Alemanha Ocidental e a Superintendência do Cooperativismo – SUDECOOP, sempre buscando a colaboração mútua em benefício das cooperativas mineiras.
Neste ano, a OCEMG organizou o I Seminário Mineiro de Estudos sobre Crédito e Cooperativismo Rural e o I Encontro Mineiro de Educação e Comunicação além de ministrar vários cursos de cooperativismo básico, em convênio com a SUDECOOP em várias cooperativas de Minas Gerais. Ao fechar 1983, a OCEMG tinha 422 cooperativas filiadas, 16 a mais que no ano anterior.

1984

Em 1984 a OCEMG elegeu sua nova diretoria para comandar os trabalhos até 1986. Ela ficou assim constituída: Presidente: Dilson José Dutra (Cooperativa Regional dos Produtores de Leite de Sete Lagoas Ltda), primeiro Vice-Presidente: Sérgio Moreira de Souza (Cooperativa Regional de Produção de Consumo Pioneira Ltda), segundo Vice-Presidente: Marcelo José Magalhães (UNIMED/BH- Cooperativa de Trabalho Médico Ltda), e os diretores: Alberto Ferreira (Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce Ltda), Alice Rabelo Casasanta (Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados do SESC e da FCEMG), Bruno Régis Borges da Costa (Cooperativa Regional dos Produtores de Leite de Serrania Ltda), Elias Rodrigues da Costa (Cooperativas de Eletrificação e Desenvolvimento Rural do Engenho do Ribeiro Ltda) e Paulo Antônio Ribeiro (Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro Ltda).

A divulgação dos trabalhos realizados pela OCEMG tornou-se uma das principais metas da nova diretoria. Para isso, criou uma Assessoria de Imprensa e Comunicação Social para dar divulgação a todos os fatos relativos ao cooperativismo. Ligado diretamente à assessoria de imprensa, foi instalado um serviço de Telex com linha aberta e direta com as cooperativas e órgãos do governo e os maiores jornais do país.

No campo da integração, foi criada a Comissão Estadual Consultiva do Desenvolvimento Ordenado do Cooperativismo (CEDOC) com a participação do BNCC, EMATER-MG e SUDECOOP, fortalecendo ainda mais o cooperativismo no Estado. Foram criados vários programas técnicos visando o apoio às cooperativas, que já neste ano estavam presentes em 433 dos 722 municípios mineiros.

Com o apoio da Fundação alemã Friedrich Naumann, a OCEMG levou até o meio do cooperativismo mineiro um programa visando o treinamento de pessoal e cursos como educação cooperativista e recursos humanos.

1985

Em 1985, a OCEMG comemora 15 anos de existência. É o maior movimento sócio-econômico do Estado de Minas Gerais, aglutinando mais de 300 mil famílias cooperativadas. Passa de 433 filiadas em 1984, para 439, com destaque para o surgimento de um novo segmento: o do crédito rural. A atuação da entidade durante estes 15 anos se deu principalmente na representação política e na defesa dos interesses do sistema cooperativista junto aos organismos de formulação de políticas no âmbito governamental e na assistência técnica nas áreas jurídica e gerencial.

Na área política a representação e defesa se deu através do entrosamento cada vez maior da entidade com os órgãos governamentais como Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, a Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (FAEMG), com o Ministério da Agricultura e o Governo do Estado. Foram realizadas várias atividades conjuntas com essas entidades, como elaboração de uma política estável de curto, médio e longo prazo para o leite.

Em relação ao atendimento interno, a OCEMG possibilitou a participação das cooperativas em questões importantes como convênios com o FUNRURAL, COBAL e merenda escolar. Foram realizados nove Encontros Regionais de Cooperativas de Produção, cinco de Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo e um Encontro Estadual de Cooperativas-Escola. Ainda em 1985, começaram a funcionar as Cooperativas de Crédito Rural. Estes encontros consolidaram definitivamente um pensamento mais uniforme para cada um dos segmentos do cooperativismo, demonstrando a necessidade de se repetir tal tipo de iniciativa periodicamente.

1986

Vários convênios foram assinados em 1986 com destaque para os firmados com a Fundação Friedrich Naumann e Secretaria Nacional de Cooperativismo (SENACOOP), CEROMG e BNCC.

Ao encerrar o seu mandato, a diretoria da OCEMG deixou para uma nova gestão, uma máquina azeitada, pronta para atender aos anseios da base. Destaca-se: um departamento voltado para a assistência técnica gerenciadas às filiadas, com setores especializados em comunicação, treinamento e capacitação cooperativistas, uma consultoria de cooperativismo de crédito rural, base para o lançamento e consolidação do sistema cooperativista de crédito rural no Estado, estabelecimento e implantação do setor de auditoria externa, com a possibilidade de consolidar o sistema de autogestão e afirmação do setor gráfico, que elaborou e produziu mais de 10 mil exemplares de publicações das mais diversas. Ao fechar o ano de 1986 a entidade tinha 463 cooperativas filiadas, contra 439 do ano anterior.

1987

A nova diretoria eleita para o triênio 1987/1990 tinha os seguintes membros: Presidente: Paulo Roberto Bernardes (Cooperativa Agropecuária de Corinto Ltda), Vice-Presidente: Francisco José Neves (UNIMED – Cooperativa de Trabalho Médico/BH) e Ronaldo Ernesto Scucato (Cooperativa de Consumo dos Servidores do DER/MG Ltda) e os diretores: Alberto Ferreira (Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce Ltda), Bruno Régis Borges da Costa (Cooperativa Regional dos Produtores de Leite de Serrania Ltda), Feliciano Dias Vieira (Cooperativa Agrária de Machado Ltda), Paulo César Porfírio Borges (Cooperativa Agropecuária de Araxá Ltda), Ronaldo Durante (Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Poços de Caldas) e Zélia Maria Gomes (Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados da Manesmann e Empresas Consorciadas em MG Ltda).

A nova diretoria assumiu, adotando o lema ³coragem e esperança². Coragem para defender com firmeza os interesses do cooperativismo e esperança de que, apesar de todas as dificuldades, pudesse tornar a sua ação proveitosa para todos os cooperativistas. Logo de início, reimplantou a assessoria de crédito rural visando prestar assistência às cooperativas deste setor já em funcionamento e orientar grupos de produtores que se mostrassem interessados na criação de novas unidades.

Firmou convênios com o IAPAS/INPS possibilitando que os recursos retidos fossem aplicados em ações integradas de saúde, beneficiando o corpo social das cooperativas, empregados, associados e funcionários e respectivos dependentes, além de estender o atendimento à população local de acordo com os recurso disponíveis.

1988

Em março de 1988 foi publicado o primeiro número do JORNAL DA OCEMG. Com tiragem inicial de 1 mil exemplares o jornal logo cresceu, chegando à tiragem de 8 mil. A OCEMG teve participação destacada no X Congresso Brasileiro de Cooperativismo, onde compareceu com sua diretoria e numerosa delegação.

Como integrante do sistema cooperativo brasileiro, a OCEMG participou ativamente dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, não só através dos senadores e deputados federais que formavam a Frente Parlamentar Cooperativista, como pela presença constante de cooperativistas de todo o Brasil junto aos seus representantes, além da manutenção do assessor especial no Congresso durante todo o processo de elaboração da nova Constituição.

1989

A OCEMG começou firme o ano de 1989, com muita disposição para defender os interesses do cooperativismo e esperançosa de que, apesar de todas as dificuldades, a sua ação pudesse ser proveitosa para todos os cooperativistas.

E foi com essa determinação que fez a divulgação da tese jurídica provando a ilegalidade da cobrança da correção monetária nos financiamentos rurais impetrou mandado de segurança contra a cobrança de ICMS sobre insumos agropecuários, além de fazer intensa campanha junto à Assembléia Constituinte Estadual, a favor das proposições cooperativas e contra a cobrança do ICMS sobre o leite consumo, que trouxe a todos uma grande vitória.

1990

1990 foi muito difícil para o setor cooperativista. Logo no início do ano a OCEMG foi obrigada a modificar o planejamento de suas atividades para o primeiro semestre pois teve as suas reservas financeiras bloqueadas pelo governo Collor.

Como se não bastasse, o governo também liquidou o BNCC. Apesar da dificuldade de adaptação ao novo cenário a entidade não parou. Em abril elegeu o seu novo conselho diretor para o triênio 90/93 que ficou assim constituído: Presidente: Paulo Roberto Bernardes (Cooperativa Agropecuária de Corinto Ltda), Vice-Presidente: Ronaldo Ernesto Scucato (Cooperativa de Consumo dos Servidores do DER/MG Ltda) e Jairo Ataíde Vieira (Cooperativa Agropecuária Regional de Montes Claros Ltda), Diretores: Carlos Carmo Andrade Melles (Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso Ltda), Domingos Sávio (Cooperativa Agropecuária de Divinópolis Ltda), José Edgard Pinto Paiva (Cooperativa Central dos Cafeicultores e Agropecuaristas de MG Ltda), Nívio Braz de Lima (Federação das UNIMEDs de Minas Gerais), Zélia Maria Gomes (CECM dos Empregados da Manesmann e Empresas Consorciadas em MG Ltda). Em agosto, foi assinado um convênio de atividades com o Departamento Nacional de Cooperativismo (DENACOOP). A OCEMG fechou o ano com 496 cooperativas filiadas, 27 a mais que o ano anterior.

1991

Pregando a união, a integração, a autogestão derivada do conhecimento, da educação e da capacitação cooperativista, a OCEMG conseguiu bons resultados em 1991. Foram criadas mais 20 cooperativas de Crédito Rural elevando o total a 76.

No segmento das cooperativas de economia e crédito mútuo foram constituídas 7 novas cooperativas atingindo cerca de 9 mil associados. A OCEMG firmou convênios com o Departamento Nacional de Cooperativismo (DENACOOP), com a Fundação Friedrich Naumann e com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e preparou o III Encontro Nacional de Capacitação e Organização do Quadro Social em Cooperativas – II ENCE que seria realizado no ano seguinte. Ao findar o ano, a OCEMG tinha 528 cooperativas filiadas, 32 a mais que o ano anterior.

1992

Durante o ano de 1992, a OCEMG continuou o seu trabalho, buscando de todas as maneiras trazer benefícios para o cooperativismo mineiro. Para isso organizou intercâmbios, promoveu cursos e palestras, encontros regionais e estaduais, constituiu e assistiu as cooperativas, criou novos serviços para os associados, compôs comissões técnicas para assessoramento e reivindicou dos poderes públicos maior atenção para o setor.

Em julho, realizou, conjuntamente com a OCB, o II ENCE – Encontro Nacional de Capacitação do Quadro Social em Cooperativas, que reuniu 649 participantes, entre dirigentes, cooperados e técnicos de 23 Estados brasileiros. Em agosto promoveu o Seminário da Política de Leite que resultou na criação, na OCEMG, de um Departamento de Leite e na formação de uma nova central de laticínios, a CEMIL – Cooperativa Central Mineira de Laticínios Ltda, que já nasceu com 13 cooperativas. No final do ano a entidade tinha 543 filiadas.

1993

Em abril de 1993, a OCEMG elegeu sua nova diretoria, assim constituída: Presidente: Alfeu Silva Mendes (Cooperativa dos Granjeiros do Oeste de Minas), 1º Vice-Presidente: Jairo Ataíde Vieira (Cooperativa Agropecuária Regional de Montes Claros Ltda), 2º Vice-Presidente: Dilson José Dutra, substituído em novembro de 93 por Afrânio Avellar Marques Ferreira (Cooperativa Regional dos Produtores Rurais de Sete Lagoas Ltda), e os diretores: Carlos Carmo Andrade Melles (Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso Ltda), Domingos Sávio (Cooperativa Agropecuária de Divinópolis Ltda), José Antônio Cardoso Cançado ( Cooperativa Agropecuária de Bom Despacho Ltda), Luiz Gonzaga Viana Lage (CECREMGE), José Edgard Pinto Paiva (Cooperativa Central dos Cafeicultores e Agropecuaristas de MG Ltda), Mozart Pacheco (Coop. Mista Agropecuária de Patos de Minas Ltda), Nívio Braz de Lima (Federação das Cooperativas de Trabalho Médico de MG – UNIMED/MG) e Wellington Silveira Oliveira Braga (Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce Ltda).

O Cooperativismo de Crédito Rural foi o segmento que mais cresceu no ano de 1993. De 63 cooperativas filiadas em 1992, o total saltou para 89. Esse crescimento foi fruto do desenvolvimento da Cooperativa Central de Crédito Rural de MG – CREDIMINAS, que se transformou no principal alicerce de sustentação da Credis de nosso Estado. Dentre as várias atividades realizadas em 1993, merece especial destaque o IV Encontro de Comitês Educativos de Minas Gerais, o Seminário sobre o PRONAL, o Encontro Estadual de Cooperativas Escola e o II Seminário Cooperativista de Política de Leite. O Departamento de Leite da OCEMG no mês de março passou a fornecer dados de cooperativas de diversas regiões do Estado.

1994

O ano de 1994 foi muito movimentado politicamente com as eleições para Presidente da República, Governador do Estado, Deputados e Senadores. A OCEMG saiu vitoriosa ao eleger os seus candidatos: Carlos Melles, para Deputado Federal e Jairo Ataíde Vieira, para Deputado Estadual.

Os preços estáveis foram bons para o produtor de uma maneira geral, no entanto, a permanência da TR foi um desastre para aqueles que possuíam empréstimos. Também os juros absurdamente altos ficaram incompatíveis com a produção agrícola, pois chegaram até 60% ao ano quando os preços estavam estáveis ou em queda. Mesmo com algumas atividades durante o ano.

O Seminário Internacional “As Cooperativas e a Produção de Leite Ano 2000” idealizado e promovido pela OCEMG foi o maior sucesso. Estiveram presentes 340 participantes, representando 50 cooperativas mineiras, 20 cooperativas de outros estados brasileiros, 30 empresas privadas e 10 participantes estrangeiros, além de instituições financeiras, de ensino e pesquisa e órgãos governamentais. Outro acontecimento de destaque em 1994 foi o Curso de Desenvolvimento de Cooperativas Agrícolas patrocinado pelo Governo de Israel através do Instituto Internacional – Histadrut Israel. Trinta latino-americanos participaram do curso sendo que o único brasileiro foi José Geraldo Andrade Leite, Diretor Executivo da OCEMG.

Em novembro a OCEMG marcou a sua presença no Seminário Internacional SIAF, Dentre as várias ações da OCEMG em 1994 destacam-se: participação do Projeto Novas Fronteiras do Cooperativismo, criação da Comissão Estadual do Cooperativismo (CECOOP), coordenação geral do Programa do Cooperativismo Mineiro (PROMOCOOP), criação da Cooperativa Interdisciplinar de Serviços Profissionais Ltda (INTERCOOP) e coordenação do Programa Nacional do Álcool e Leite/MG (PRONAL/MG) Ao fechar o ano de 1994, a OCEMG tinha 678 cooperativas filiadas, 35 a mais que o ano anterior.

1995

Em 1995 assistiu-se a posse de novos governantes e também à posse dos representantes apoiados pelo cooperativismo mineiro.

No âmbito do governo estadual o cooperativismo iniciou um período desfavorável. A SUDECOOP, que estava com suas atividades bastante reduzidas, deixou de pertencer à Secretaria da Agricultura sendo transferida à Secretaria de Trabalho e Ação Social.

A OCEMG, na pessoa de seu presidente esteve presente às comemorações dos Centenário da ACI – Aliança Cooperativa Internacional, ocasião em que aconteceu, em Manchester – Inglaterra, o Congresso Internacional que reformulou os princípios da doutrina cooperativista.

Na área de treinamento o destaque foi o curso para Desenvolvimento das Cooperativas Agrícolas que foi ministrado em várias cidades polo regionais, ocasião em que Dr. José Geraldo Andrade Leite difundiu a experiência trazida de Israel. Foi realizado, também, o VI ECEMG – Encontro de Comitês Educativos de Minas Gerais, desta vez na cidade de Araxá.

Como uma das atividades do Programa de Desenvolvimento da Imprensa Cooperativista, realizado sob os auspícios do PNFC – Projeto Novas Fronteiras para o Cooperativismo, foi feita a premiação do I Concurso de Imprensa Cooperativista, sendo que o prêmio maior coube à COOXUPÉ – Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé Ltda.

Um acontecimento de relevância destacada foi a realização, na cidade de Poços de Caldas, do Seminário Mercado Internacional do Café – Exigências e Perspectivas, foi nesse evento que o governo estadual ficou sensibilizado para a necessidade de se fazer o marketing do café produzido em Minas. A partir dele foram realizados diversos encontros que redundaram numa maior participação mineira no mercado internacional do café de qualidade.

Em 95, em todos os eventos, a OCEMG abriu espaço para a divulgação do Projeto PEGASUS, cujo foco era a difusão no meio cooperativista das novas tecnologias e facilidades embutidas na INTERNET.

1996

Completando 25 anos de atividade a celebração que aconteceria em setembro foi adiada para Assembléia Geral deste ano, ocasião em foi editada uma Revista Comemorativa, que mais tarde transformou-se na publicação GESTÃO COOPERATIVA, uma revista de âmbito nacional. Nessa mesma Assembléia comemorativa, aconteceu a eleição que reconduziu a diretoria a um novo mandato.

1996 foi privilegiado por eventos marcantes: o preparo, por cada um dos segmentos, das propostas que seriam apresentadas para compor a pauta do XI CONGRESSO BRASILEIRO DE COOPERATIVSMO, programado para o ano seguinte. Um dos resultados desse trabalho foi a fundação da FETRABALHO-MG – Federação das Cooperativas de Trabalho do Estado de Minas Gerais, sendo que a primeira ação dela, FETRABALHO, em parceria com a OCEMG, foi a realização em Belo Horizonte, com absoluto sucesso, do I Seminário Nacional de Cooperativas de Trabalho. Outro acontecimento impar foi a inauguração do prédio novo: a solenidade foi realizada em 30 de outubro, sendo que as instalações foram abençoadas por D. Serafim Fernandes, arcebispo de Belo Horizonte.

Na área política, até então um tabu, foi lançada oficialmente a FRENCOOP – Frente Parlamentar do Cooperativismo, cujo primeiro presidente: Deputado Carlos Melles, era um dos diretores de OCEMG.

A 31 de dezembro, efetivamente, o escritório da organização voltou a operar na Av. Contorno 5005, agora em instalações à sua altura.

1997

Foi o ano do centenário da cidade de Belo Horizonte, e em comemoração, vários eventos nacionais e internacionais aconteceram na cidade. A OCEMG, ciente da importância do momento hospedou a Assembléia Geral da OCB, ocasião em que Dr. Dejandir Dalpasquale, em seu discurso de posse do seu segundo mandato, declarou seu compromisso de implementar as recomendações que seriam originadas no XI Congresso. Ainda em função do aniversário da cidade e dentro dos eventos do Fórum das Américas, fez realizar o Encontro de Cooperativismo das Américas, tendo recebido a maioria dos líderes brasileiros e diversos dirigentes internacionais, dentre estes o Dr. Armando Tovar Parada – Presidente da OCA – Organização Cooperativista das Américas.

Dando prosseguimento ao preparo para XI Congresso, foram realizados diversos encontros preparatórios, sendo o principal desses o que recebeu as lideranças da região sudeste. No sentido de divulgar o cooperativismo do estado durante o Congresso foi editado o livreto “O cooperativismo em Minas Gerais” onde, entre outras coisas, ficou documentado, de forma oficial, que a primeira cooperativa brasileira foi fundada em solo mineiro. O resultado de todo esse esforço é facilmente constatado nos anais do XI CBC, onde está registrada nossa importante contribuição: a maioria dos assuntos aprovados foram originados nos encontros realizados na terra mineira.

Na área política foi criada a FRENCOOP estadual que, acionada pela OCEMG, teve ação decisiva na queda do ICMS do leite de 18 para 7% e nos derivados da carne e do leite e 18 para 12%.

Visando criar parâmetros e fazer acompanhamento das cooperativas agropecuárias foi implantado o PMCOOP – Programa de Monitoramento das Cooperativas Mineiras.

Dentro dos programas plurianuais aconteceram, em Belo Horizonte, o Encontro Estadual dos Agentes de Comunicação e o Encontro de Comitês Educativos.

Foram realizados, também, cinco seminários regionais tratando da fruticultura, fazendo ver aos produtores rurais a imensa possibilidade de ampliar suas atividades proporcionando o aumento de renda.Outro trabalho importante realizado em 97 foi a reestruturação da Biblioteca da Organização.

1998

O cooperativismo mineiro, na pessoa do presidente da OCEMG, Alfeu Silva Mendes, foi homenageado pelo governo do estado, recebendo a Medalha da Inconfidência, na tradicional solenidade do dia 21 de abril.

Durante a Assembléia Extraordinária da OCB, convocada para adaptar o estatuto da entidade às recomendações do XI Congresso, a atuação da OCEMG foi relevante, destacando-se a defesa dos postulados que recomendavam a nova governança, assegurando aos ramos emergentes, em especial o do crédito e o do trabalho, uma participação mais significativa na administração da entidade maior e na repetição do modelo em escala estadual. Como conseqüência o ramo do trabalho, e com ele o Estado de Minas Gerais, teve um de seus lideres eleito como suplente do Conselho Fiscal.Em 4 de junho, na Câmara dos Deputados em Brasília, por ocasião da instalação de uma Comissão Geral em reconhecimento dos serviços prestados à nação pelo cooperativismo, Minas Gerais foi representada por Alfeu Silva Mendes, presidente da OCEMG que discorreu sobre os problemas estaduais, e por Carlos Fabiano Braga falando em nome do ramo do trabalho de todo o pais.

Ano de eleições, 1998 teve, pela primeira vez no estado um candidato à Assembléia Legislativa, Dr. Alfeu Silva Mendes – Presidente da OCEMG, cuja plataforma principal era o cooperativismo, entretanto, apesar do trabalho desenvolvido e da votação significativa, não foram conseguidos os votos necessários.

1999

Um acontecimento significativo em 1999, para a OCEMG, seguramente, foi a realização da Assembléia Extraordinária para a adaptação do estatuto às determinações do XI Congresso. Em sessão altamente prestigiada pelos representantes das singulares, em debates francos e abertos, prevaleceu por expressiva maioria que o mandato da atual diretoria terá vigência até a AGO de 2001, fazendo coincidir com o mandato da OCB.

Em março. Através da Medida Provisória nº 1.781 foi criado o SESCOOP – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo. O regimento foi publicado em abril (Decreto 3.017) e o Regimento Interno saiu em outubro. Uma das primeiras atividades em Minas Gerais foi o Censo Cooperativista, efetuado por amostragem.

1999 foi o momento da confirmação da tendência que se afigurava há alguns anos, ou seja o crescimento do cooperativismo urbano. Ao final do período a distribuição das cooperativas conforme os ramos se mostrava assim:

 

Agropecuário | 206

Centrais e Federações | 17

Consumo | 48

Trabalho | 192

Educacional | 35

Habitacional | 9

Crédito Rural e Mútuo | 256

Saúde | 114

Serviços | 4

Total |  881

 

Esse quadro determina um importante alteração no dia a dia da Organização, uma vez que os problemas aumentam em número e em complexidade. Como exemplo consignamos que pela primeira foi convocado o Conselho de Ética da entidade, tendo como pauta um conflito de interesses de cooperativas de trabalho. Outra ação decorrente desses novos interesses foi a instalação da CICCOT – Câmara do Cooperativismo de Trabalho, onde a OCEMG e outras entidades negociam com representantes sindicais e de órgãos do governo os melhores caminhos para o cooperativismo de trabalho.

2000

Passando de forma quase desapercebida, visto que executada constante e paulatinamente, um dos principais acontecimentos do ano foi a efetiva operacionalização do SESCOOP – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo, no que se inclui o preparo das instalações, o recrutamento e treinamento de pessoal, selecionar e atualizar os instrutores, chegando ao momento de ministrar os cursos. Mesmo reconhecendo que a maior parte das tarefas ficou a cargo da administração do SESCOOP, coube à OCEMG, dar a partida e monitorar o processo visto que muitas atividades passaram de uma instituição à outra. Foi feito um diagnóstico das demandas, quando 80% das cooperativas atenderam a solicitação de informações.

O ultimo ano do milênio foi o momento em que se instituiu o FORMACOOP – Plano de Capacitação Para Dirigentes Cooperativistas.

Outro acontecimento relevante foi a recomposição do patrimônio imobiliário representado pela venda do primeiro pavimento do prédio à CREDIBEL e, com o recurso financeiro a aquisição da casa de residência ao lado do prédio, ficando assim garantidas as necessidades de ampliações das instalações no futuro.

No aspecto jurídico foi feita uma alteração no Estatuto da Organização com intuito de adequá-lo à exigências legais, para o que foi realizada uma AGE. Com isso ficam atendidos os requisitos para ser também uma representação sindical.

Um trabalho significativo, que fica logo empoeirado na memória, foi aquele executado no preparo da delegação mineira ao XII Congresso chamado de RIO-2000, que, tornando-se prioridade determinou o adiamento da “Convenção 2000”.

No campo político há que ressaltar a parceria com Assembléia Legislativa de Minas Gerais cujo fruto mais destacado foi a realização do I Seminário Brasileiro das FRENCOOPs Estaduais.

2001

Ao apagar das luzes da administração Alfeu Silva Mendes há que destacar os seguintes acontecimentos: Com a Secretária de Interior e Justiça, foi decidida a parceria para a continuidade das Cooperativas Sociais. Aconteceu um evento significativo e de extrema importância: o 1º encontro estadual de Jovens Cooperativistas, realizado no Hotel TAUÁ. Decidiu-se pela manutenção e apoio ao Programa TV Cooperativa, transmitido pela TV Bandeirantes. A Loteria Mineira homenageou a OCEMG estampando o Selo Comemorativo de seus 30 anos nas tirinhas do concurso cuja extração aconteceu em 12 de janeiro. A FRENCOOP-Minas marcou sua parceria com a OCEMG possibilitando a aprovação da Lei que permite que as Cooperativas paguem o ICMS, em atraso, em até 100 parcelas mensais, sem juros, sem multas e sem correção. A Faculdade de Ciências Humanas de Pedro Leopoldo assinou um convênio concedendo um desconto de 20% na anuidade de seu curso Latu Sensu em Gestão do Cooperativismo.

Como pano geral, os 4 primeiros meses de 2001 foram especialmente movimentados na OCEMG, devido ao duplo processo eleitoral instalado. Houve eleições para a OCEMG e para a OCB.

Na preparação para as eleições estaduais foi convocada uma Assembléia Extraordinária que se realizou em 14 de fevereiro, ela ampliou o número de Conselheiros de 11 para 13. Isso possibilitou a representação de todas as regiões assim como dos ramos já organizados.

Ronaldo Scucato, com aprovação unânime do Conselho, encabeçou a chapa situacionista e, em tempo hábil, cumpriu todo o ritual necessário. Houve um movimento para lançamento de uma chapa de oposição, mas isso não chegou a se concretizar visto que seus componentes não conseguiram organizar toda a documentação exigida e, portanto não foi possível registrá-la. Destarte a Assembléia Geral do dia 25 de abril de 2001 elegeu, por aclamação, o Conselho que foi imediatamente empossado e atualmente dirige a instituição. Nessa ocasião, Dr. Alfeu Silva Mendes foi homenageado com uma placa de reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao cooperativismo.

Para as eleições na OCB previa-se que houvesse embate entre duas chapas, uma liderada por Minas Gerais e outra por São Paulo, entretanto, momentos antes de inicio dos trabalhos houve consenso, de forma que Dr. Marcio Lopes de Freitas assumisse a presidência e a vice-presidência que cabe às regiões geográficas ficasse a cargo de Alfeu Silva Mendes.

Tão logo assumiram os Conselheiros de Administração, Fiscais e de Ética da OCEMG realizaram uma reunião em conjunto, ocasião em que o Presidente Ronaldo Scucato anunciou sua pretensão de compartilhar e interiorizar a administração, para tanto providenciará que algumas reuniões do Conselho de Administração aconteçam no interior, de preferência nas cidades de origem dos diversos conselheiros e que convidará, alternativamente, um dos Conselheiros Fiscais para todas as reuniões do Conselho de Administração. Enfatizou também sua preocupação com as novas atribuições que a OCEMG assumiu quando se tornou, também, um Sindicato. Ressaltando o volume de atividades que deverão ser atendidas anunciou que delegará inúmeras delas.

Durante 2001 aconteceram 2 reuniões no interior: setembro em Araxá e a de dezembro em Montes Claros.

Em agosto, na cidade de Uberaba, foi lançado o programa COOPERJOVEM, que tem o aval Ministério da Educação e tem como alvo jovens a partir dos 12 anos visando inicia-los na doutrina e prática do cooperativismo.

Ainda em Agosto aconteceu na Assembléia de Minas Gerais uma Audiência Pública para tratar de assuntos relativos ao ramo do trabalho, nessa ocasião, com o auditório lotado, aconteceu um embate entre Delegacia Regional do Trabalho e Ministério Público de um lado e o cooperativismo do outro. Tal Audiência tem a finalidade de esclarecer mal entendidos e eliminar preconceitos contra o Cooperativismo de Trabalho.

Em setembro iniciaram as atividades da Comissão de Reorganização do Quadro Social, chamando as cooperativas inadimplentes dos pontos de vista contábil e financeiro para regularizarem sua situação perante a OCEMG. Cooperativas não registradas também foram contatadas.

Em 19 de setembro, as gestões da OCEMG em conjunto com a FRENCOOP estadual resultaram em retumbante vitória quando a Assembléia Legislativa, por 50 votos a 3, derrubou o veto do governador ao Projeto de lei 539/99 de autoria do Deputado Paulo Piau. Assim as cooperativas mineiras com débitos perante o ICMS poderão parcelar os mesmos em até 100 meses, com anistia da mora.

Em 23 de outubro, a OCEMG, nas pessoas do Presidente Ronaldo Scucato e de seu Vice Alberto Adhemar do Valle Junior, depôs na CPI do Leite da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Foi dado ênfase à desorganização do setor, onde os pequenos estão relegados a sua sorte.

Nesse ano, em Minas Gerais, a comemoração do Dia Internacional do Cooperativismo ocorreu a 12 de novembro em solenidade que contou com a presença dr Dr. Roberto Rodrigues, Ex-presidente da ACI – Aliança Cooperativa Internacional. Nessa ocasião foram agraciados com a Medalha do Mérito Cooperativista “Dr. Paulo de Souza Lima” os senhores Heli de Oliveira Penido e Luiz Gonzaga Viana Lage, ambos do cooperativismo de crédito.

Registre-se que o balanço de fim de ano mostrou que foram criadas 51 novas cooperativas.

2002

Janeiro ficou marcado pela realização do II Encontro Estadual do Jovem Cooperativista, cujo momento maior foi uma palestra de Dr. Roberto Rodrigues. Ex-presidente da ACI – Aliança Cooperativa Internacional. Destaque também para a reorganização do setor jurídico da instituição, a partir de então melhor capacitado a atender suas atribuições de Sindicato.

Em fevereiro, no dia 7, a OCEMG, em conjunto com a OCB e o Ministério do Esporte e Turismo lançou o programa de Turismo Rural Cooperativo. O evento contou com presença do Ministro Carlos Melles.

Em março, pela primeira vez, a OCEMG interveio como Sindicato Patronal, quando negociou a revisão salarial dos empregados da Cooperativas de Crédito. Nesse mês a Reunião do Conselho de Administração se deslocou para São Sebastião do Paraíso. A Comissão de Reorganização do Quadro Social, tendo identificado as cooperativas inadimplentes com o sistema convidou-as a regularizar sua situação, dipondo-se a negociar, caso a caso.

Abril, já no dia 2 registra um fato relevante: Em reposta a ações da OCEMG, juntamente com o SILEMG – Sindicato dos Produtores de Leite de MG, o Governador Itamar Franco fez publicar um decreto que beneficia o cooperativismo, Trata-se de regulamentação do ICMS do leite in natura .

O dia 7 de maio foi o memento importante para cooperativismo habitacional do estado, nesse dia Dr. Roberto Marazi, um expert nacional na matéria, proferiu, sob auspícios da OCEMG, a palestra “Novas Perspectivas Para Moradia”.

Em junho, o Conselho de Administração reuniu-se na cidade de Leopoldina.

Atenta ao momento político nacional, a OCEMG se fez presente nos debates promovidos pelas entidades patronais do estado com os candidatos a Presidência do País.

Em 22 de julho, em Teófilo Otoni aconteceram o 5 O . Seminário de Ação Cooperativista e a reunião ordinária do Conselho de Administração.

O Seminário que discutiu temas jurídicos do cooperativismo, patrocinado e organizado pela OCEMG, aconteceu no Minas Centro em Belo Horizonte, nos dias 12 e 13 de agosto.

A 14 de setembro, realizou-se, de forma e especial, mais uma edição do Seminário Ação Cooperativa, desta vez com a presença de representantes de nove Centrais e Federações. O evento foi realizado no Hotel Floresta Mágica, em Santa Luzia.

Em outubro Belo Horizonte e a OCEMG receberam , durante o III Congresso Mineiro de Cooperativismo, a Reunião de Nucleação OCB/Sescoop Nacional, que trouxe até a cidade os representantes da região Sudeste. O III Congresso aconteceu nas instalações do Minas Centro ao mesmo tempo que a I Expocoop/MG, uma Feira que exibiu produtos das cooperativas mineiras.

Encontro em Araxá, nos dias 25, 26 e 27 de novembro, discutiu a participação feminina no cooperativismo. O evento teve o nome de “A Importância da Mulher no Cooperativismo – Construindo Estratégias de Participação” e foi realizado no Grande Hotel do Barreiro. Há que registrar a presença de Dr. Roberto Rodrigues, e, segundo consta, foi durante esse evento que o então Presidente Eleito: Luiz Inácio Lula da Silva, que também estava hospedado no mesmo hotel, teve seus primeiros contatos com o aquele que viria a se tornar seu Ministro da Agricultura.

No dia 25 de novembro, a OCEMG, representada por sua diretoria e por grande número de dirigentes prestou homenagem ao Vice-Presidente Eleito José de Alencar, durante um jantar na Serraria Souza Pinto em Belo Horizonte. Neste evento esteve presente, dentre outras autoridades, o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva.

Importante destacar a integração da OCEMG com as diversas entidades patronais, de forma a eliminar atividades em duplicidade, evitando desperdício de energias, e harmonizando agendas visando sinergias e complementar de esforços.

O Projeto AGLUTINAR, que foi implementado e vem sendo trabalhado há longo tempo deve ser creditado ao ano de 2002, ainda que sua complementação ainda não tenha sido alcançada.

Outro trabalho de realização longa foi o Censo Sobre Necessidades Empresariais das Cooperativas de Minas Gerais, a tabulação dos dados trouxe informações de grande valia para o cooperativismo.

Registre-se que o balanço de fim de ano mostrou que foram criadas, em Minas, 72 novas cooperativas, trabalho (25) e saúde (12) foram os ramos que mais cresceram.

2003

Dois mil e três ainda não é história, mas há que destacar de seu primeiro semestre: a reunião com os Presidentes de Centrais e Confederações, realizada a 19 de março no Nacional Clube em Belo Horizonte. Na mesma ocasião a OCEMG recebeu a visita do Secretário de Estado da Agricultura, o Dr. Odelmo Leão.

Em abril, dias 4 e 5, a OCEMG em conjunto com FETRABALHO-MG fizeram realizar o II Seminário das Cooperativas de Trabalho de Minas Gerais.

Durante a comemoração da Inconfidência Mineira, em Ouro Preto, a 21 de abril, o Cooperativismo Mineiro, na pessoa de seu Presidente Dr. Ronaldo Scucato, foi agraciado com a Medalha da Inconfidência.

A 28 de abril realizou-se a Assembléia Geral Ordinária aprovando a prestação de contas e o balanço referente ao exercício do ano anterior.

Foi implantado durante o primeiro semestre o GECAP – Sistema de Gerenciamento e Acompanhamento para as cooperativas agropecuárias. Através dessa consultoria as cooperativas farão seu diagnóstico, ocasião em que receberão conceitos e notas através das quais se poderá avaliar sua evolução ao longo do tempo e compará-la com a média das congêneres e com outros parâmetros de excelência ou de alerta.

Como fecho (temporário) de história do cooperativismo mineiro, explicitamos o quadro das registradas considerado o resultado do trabalho da Comissão de Reorganização do Quadro Social, e a inscrição de novas Cooperativas.

Agropecuário | 165

Centrais e Federações | 16

Consumo | 24

Credito | 256

Educacional | 41

Especiais | 0

Habitacional | 7

Infra Estrutura | 3

Mineral | 0

Produção | 4

Saúde | 116

Trabalho | 114

Transporte | 43

Turismo e Lazer | 1

TOTAL | 790

Dados de Julho de 2003.