História e Retrospectiva
Escrever história é
sempre uma tarefa difícil e injusta. Difícil, porque
é necessário coletar os "retalhos" espalhados
por diversos cantos. Injusta porque raramente consegue, mesmo
tratando de acontecimentos recentes, identificar todos os atores
ainda que com atuação relevante no processo. Assim,
dentro deste quadro, apresenta-se a chamada versão atual
da história da OCEMG que, certamente, será enriquecida
pelos estudiosos de amanhã.
O
ato de fundação da Organização das
Cooperativas do Estado de Minas Gerais - OCEMG, aconteceu a
11 de setembro de 1970, entretanto para entender o porque é
necessário investigar os acontecimentos que determinaram
isso.
Antecedentes
Os últimos anos da década
de 60 testemunharam uma desarticulação no movimento
cooperativista, em âmbito nacional e regional, sendo que
várias entidades se apresentavam como porta-vozes do
sistema, algumas vezes defendendo posições antagônicas.
Ao mesmo tempo o governo autoritário
da época tomava iniciativas oriundas de seus gabinetes
que tinham pouco a ver com as aspirações cooperativistas.
Dessa forma vantagens e facilidades de outrora, advindas de
lutas anteriores, desapareceram.
Tais determinações do
regime militar foram sentidas principalmente a partir de 1966,
com o Decreto-Lei nº 59, de 21 de novembro de 1966, regulamentado
pelo Decreto nº 60597, de 19 de abril de 1967. Com a criação
do Conselho Nacional de Cooperativismo - CNC. Como conseqüência
o cooperativismo foi submetido ao centralismo estatal, perdendo
muitos incentivos fiscais e liberdades já conquistadas.
O diploma legal que culmina esse centralismo é a Lei
5764/71, vigente ainda hoje. Ela determinou, entre outras coisas,
a implantação de um sistema nacional composto
por uma entidade nacional, federativa, sendo que cada estado
replicava as mesmas funções em sua jurisdição.
Linha do Tempo
1970/71
A Organização das Cooperativas
do Estado de Minas Gerais - OCEMG, foi criada, nos termos propostos
pela Organização das Cooperativas Brasileiras
- OCB, no dia 11 de setembro de 1970, em uma assembléia
de 145 representantes das mais diversas e diferentes cooperativas
existentes no Estado. Estava também presente o presidente
do Banco Nacional de Crédito Cooperativo, Paulo Abreu.
A assembléia foi convocada
pela União das Cooperativas do Estado de Minas Gerais
- UCEMG que foi extinta para dar lugar à nova entidade.
A primeira diretoria da OCEMG, eleita
pela assembléia para levar os trabalhos da entidade até
abril de 1973, ficou assim constituída: diretor-presidente:
Paulo de Sousa Lima (Cooperativa Agropecuária de Betim
Ltda), os diretores: Almir Ferraz Barbosa (Cooperativa Central
dos Hortifrutigranjeiros de Minas Gerais), Alcindo Mendes de
Oliveira (Cooperativa de Consumo dos Rodoviários de Minas
Gerais), José Álvares Filho (Cooperativa Agropecuária
de Bom Despacho Ltda), José Pereira Campos Filho (Cooperativa
Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda), Sérgio
Augusto Vasconcelos de Souza (Cooperativa Walmap de Consumo
Ltda) e mais o Conselho Fiscal, composto por seis membros.
Os bens da antiga União das
Cooperativas do Estado de Minas Gerais foram transferidos para
a OCEMG e todas as cooperativas que integravam a antiga UCEMG
foram consideradas filiadas e fundadoras da nova entidade, que
passou a funcionar à rua Guajajaras, 410, 14º andar,
em Belo Horizonte.
Já na primeira assembléia
da OCEMG, realizada em abril de 1972, para a apreciação
de contas do ano de 1971, foram discutidas questões importantes
para o cooperativismo mineiro como:
a atuação
do Banco Nacional de Crédito Cooperativo e sua política
de composição de crédito para cooperativas
e financiamentos de quotas partes de capital;
juros, prazos e interiorização;
integração
do cooperativismo de consumo;
perspectivas para a organização
e constituição de uma Cooperativa Central que
reunisse, dentro de um critério de viabilidade, as diversas
cooperativas de consumo existentes em Minas Gerais, para efetuarem
compras em comum.
Em 1972, a OCEMG se dedicou
a criar o Departamento Especializado das Cooperativas de Consumo.
Órgão consultivo previsto nos Estatutos Sociais
da entidade, esse departamento se destinava ao estudo e equacionamento
das atividades das cooperativas nele agrupadas, assim como os
problemas comuns a seus associados. Além disso, estudou
os vários aspectos de fusão e incorporação
de cooperativas, a criação do Departamento Especializado
das Cooperativas de Pecuária, compreendendo laticínios,
pecuária de corte, avicultura e suinocultura e adoção
de um plano padrão de contas.
1973 No
ano de 1973, além de dar encaminhamento às deliberações
dos anos anteriores, a direção da OCEMG reformou
e adaptou os estatutos da entidade, definindo-a como aquela
que integra ³todos os ramos das atividades cooperativistas
e tem a finalidade de representá-los junto à Organização
das Cooperativas Brasileiras - OCB, perante o governo do Estado,
dos municípios e outras instituições.
Ainda no mesmo ano foi eleita a Diretoria Executiva para o triênio
1973/76 com os seguintes membros-Presidente : Paulo de Souza
Lima, primeiro vice-presidente: Joaquim Balbino de Carvalho,
segundo vice-presidente: José Pereira Campos Filho, os
diretores: João Antônio de Avelar Azeredo, Sérgio
Augusto Vasconcellos de Souza, Heleno Junqueira Fonseca, Manoel
Rodrigues Caldas, Ivani Fonseca Martins Guerra, Caio Eduardo
Junqueira e o Conselho Fiscal compostos por três efetivos
e três suplentes.
1974 Em
1974, foi assinado um convênio entre a OCEMG e a COPETEC
- Consultoria Empresarial Ltda para prestar os seguintes trabalhos:
- Assessoria e consultoria fiscal,
trabalhista e contábil;
- Organização, reorganização,
fusão e incorporação, compreendendo todos
os aspectos legais e organizacionais;
Elaboração e implantação dos planos
de contabilidade de custos industriais, elaboração,
implantação e acompanhamento de novos planos
de contas, segundo os modelos padronizados pelo Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(INCRA);
- Assessoria de marketing e comercialização
de um modo geral;
- Assessoria para obtenção
de financiamento de capital de giro e fixo, com a elaboração
dos projetos de viabilidade econômica;
- Elaboração de projetos
industriais;
- Racionalização dos
controles administrativos;
- Tombamento de ativos fixos com
a implantação total do setor de controle das
imobilizações, já estabelecidos os cálculos
de correção monetária (opcional) e da
depreciação.
A empresa, diretamente vinculada ao
movimento cooperativista brasileiro e especializada em assistência
técnica para cooperativas, também colocava à
disposição da OCEMG os trabalhos de auditoria.
1975/76 Em
1975 foi aprovado a reforma estatutária da entidade e
em 1976 foi eleita a nova diretoria para comandar a OCEMG no
período de 1976/78.
A chapa ficou composta da seguinte
forma: Presidente: Joaquim Balbino de Carvalho, da Cooperativa
Regional do Sul de Minas Ltda; Primeiro Vice-Presidente : José
Pereira Campos Filho, da Cooperativa Central dos Produtores
Rurais de Minas Gerais Ltda; Segundo Vice-Presidente: José
Álvares Filho, da Cooperativa Agropecuária de
Bom Despacho Ltda; Diretor Executivo: Sérgio Augusto
Vasconcelos de Souza, da Cooperativa Walmap de Consumo Ltda
e os diretores: Almir Ribeiro Tavares, da Cooperativa de Consumo
dos Rodoviários de Minas Gerais Ltda; Délcio Nascimento
Gomes, da Cooperativa Regional de Eletrificação
Rural do Rio Doce Ltda; Zélia Maria Gomes, da Cooperativa
de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados da
Manesmann e Empresas Consorciadas em Minas Gerais Ltda; Celso
Ferraz de Araújo, da Cooperativa Regional dos Cafeicultores
de Guaxupé Ltda; Nilo Marciano de Oliveira, da Cooperativa
Regional de Belo Horizonte Ltda. Foi eleito também o
Conselho Fiscal composto de três membros efetivos e três
suplentes para o período.
1977/78 Em
1977, foi eleito novo Conselho Fiscal e em 1978 a OCEMG aprovou
a criação da Fundação de Desenvolvimento
Cooperativista (FUNDEC), que passou a funcionar com um departamento
da OCEMG, com atividades específicas de assistência,
em todos os níveis técnicos, ao meio cooperativo
mineiro.
Ainda em setembro de 1978, a OCEMG realizou o II Congresso Estadual
de Cooperativismo e em dezembro houve nova reforma estatutária.
1980 Dez
anos após a sua criação, a OCEMG provou
a sua importância no gerenciamento do movimento cooperativista
mineiro. Para se ter uma idéia, já em 1978 existiam
318 cooperativas filiadas à entidade. Em 1979, das 368
cooperativas existentes no estado, 359 estavam filiadas e em
1980, das 394, nada menos, que 364 faziam parte da OCEMG. Esse
quadro foi conseguido com muito trabalho da entidade.
Em 1980, a OCEMG participou com sucesso em várias atividades,
dentre elas o I Congresso Brasileiro de Cooperativismo, ao qual
levou uma delegação de 79 dirigentes e apresentou
tese sobre o Banco Nacional de Crédito e Cooperativismo.
A OCEMG integrou o grupo de trabalho para a criação
de Cooperativas no Vale do Aço e participou do I Congresso
Americano das Cooperativas de Eletricidade, realizado em Porto
Alegre. Além disso, no exercício do mesmo ano,
prestou apoio jurídico à várias filiadas
através de 89 pareceres jurídicos. Através
da FUNDEC, prestou assistência técnica às
cooperativas filiadas, levando a elas toda a linha de prestação
de serviços necessários para o aprimoramento do
sistema.
1981 Em
1981, houve eleição do Conselho Diretor para o
próximo mandato. Inscreveram-se duas chapas: Integração
e Renovação. A chapa Integração
tinha como objetivo caracterizar a OCEMG como uma entidade que
exerce três funções básicas: função
política de representação, função
técnica e função de integração.
Dentre os vários pontos do programa destacavam-se: efetivar
o projeto de integração da OCEMG/FUNDEC; desenvolver
atividades de fortalecimento e agilização da OCEMG
como órgão de representação do Sistema
Cooperativista do Estado através do desenvolvimento de
um setor de comunicação, realizando encontros
regionais e estaduais de cooperativas, criando um banco de dados
e reativação das comissões; participar
de modo mais atuante nas atividades que envolviam relacionamentos
com organismos oficiais.
A sua composição era
a seguinte: Presidente: Francisco José Neves, primeiro
vice-presidente : Ronaldo Ernesto Scucato, segundo Vice-Presidente
: Dilson José Dutra e os Diretores: Ronaldo Durante,
Elias Rodrigues da Costa, Paulo Antônio Ribeiro, Palmyos
Paixão Carneiro, José Ribeiro de Moura Júnior
e Alice Rabelo Casasanta. A chapa ³Renovação²
definida principalmente a reformulação geral da
OCEMG. Pretendia transformá-la em um Órgão
de Assistência Técnica e Jurídica, dentro
das suas reais possibilidades e não apenas a de simples
arrecadadora.
Queria também lutar pela isenção
parcial ou total do ICM que incidia sobre os produtos cooperativados
e participar ativa e permanentemente, em conjunto com outros
sindicatos e órgãos de representação
de classe e oficiais, responsáveis pelas políticas
de preços dos produtos agropecuários e de consumo.
Os seus integrantes eram: Presidente:
Délcio Nascimento Gomes, primeiro Vice-Presidente : João
Bosco Murta Lage, segundo Vice-Presidente : José Francisco
Martins e os Diretores: Flávio Antônio Reis do
Valle, Silas Dias Costa, Antônio Fernando Branco, Paulo
Apgaua, Paulo Guilherme, José Corrêa Maduro e Paulo
de Magalhães. Venceu a chapa ³Integração²,
com 60 votos contra 36 da chapa ³Renovação².
A OCEMG fechou o ano de 1981 com 381
cooperativas filiadas, beneficiando diretamente mais de 300
mil associados e, indiretamente, mais de 2 milhões de
pessoas no Estado. Durante todo o ano participou de vários
Encontros de cooperativas e criou a Comissão de Café,
que encaminhou às autoridades governamentais documentos
mostrando a necessidade imediata de liberação
de recursos para os financiamentos dos cafés geados,
reestudo da discriminação no crédito rural
entre pequeno, médio e grandes produtores, além
da necessidade da presença das cooperativas na exportação
de café.
1982 1982
foi marcado por uma multiplicidade de ações conduzidas
pelo Conselho Diretor da entidade nas esferas de representação
política de organização, assistência
técnica, educação e comunicação
cooperativista. Buscou-se, não somente elevar a presença
da OCEMG junto à sociedade em geral, como também
marcar a sua presença no interior do próprio sistema
cooperativista nacional, participando estreitamente dos eventos
mais importantes promovidos pela Organização das
Cooperativas Brasileiras (OCB).
Na área de organização, foram estruturadas
comissões nos segmentos de consumo, crédito e
trabalho e continuou sendo prestada assistência jurídica
às cooperativas. A força do movimento cooperativista
no campo econômico ficou expressa, principalmente, pela
atuação direta na produção e comercialização
agropecuária, no crédito direto ao associado através
das Cooperativas de Crédito Mútuo, no transporte
da produção e na eletrificação rural.
Já no aspecto social, a OCEMG
destacou-se pela sua atuação através de
cooperativas de trabalho, principalmente as dos médicos,
habitação, escolares e de consumo. Foi criado
o segmento das cooperativas escolas/escolares. Foram realizados
quatro encontros regionais com lideranças cooperativistas
do Estado. A OCEMG fechou o ano de 1982 com 406 cooperativas
associadas.
1983 O
ano de 1983 foi marcado pela inauguração, no dia
7 de julho, da sede própria da OCEMG, situada à
avenida do Contorno, 5009, BH. A aquisição foi
fruto de trabalho para dotar a entidade de um local de existência
e de trabalho em condições dignas e definitivas.
Foram feitas negociações
com instituições ligadas ao cooperativismo, como
o Banco Nacional de Crédito Cooperativista - BNCC, a
Fundação Friedrich Naumann da Alemanha Ocidental
e a Superintendência do Cooperativismo - SUDECOOP, sempre
buscando a colaboração mútua em benefício
das cooperativas mineiras.
Neste ano, a OCEMG organizou o I Seminário Mineiro de
Estudos sobre Crédito e Cooperativismo Rural e o I Encontro
Mineiro de Educação e Comunicação
além de ministrar vários cursos de cooperativismo
básico, em convênio com a SUDECOOP em várias
cooperativas de Minas Gerais. Ao fechar 1983, a OCEMG tinha
422 cooperativas filiadas, 16 a mais que no ano anterior.
1984 Em
1984 a OCEMG elegeu sua nova diretoria para comandar os trabalhos
até 1986. Ela ficou assim constituída: Presidente:
Dilson José Dutra (Cooperativa Regional dos Produtores
de Leite de Sete Lagoas Ltda), primeiro Vice-Presidente: Sérgio
Moreira de Souza (Cooperativa Regional de Produção
de Consumo Pioneira Ltda), segundo Vice-Presidente: Marcelo
José Magalhães (UNIMED/BH- Cooperativa de Trabalho
Médico Ltda), e os diretores: Alberto Ferreira (Cooperativa
Agropecuária Vale do Rio Doce Ltda), Alice Rabelo Casasanta
(Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados
do SESC e da FCEMG), Bruno Régis Borges da Costa (Cooperativa
Regional dos Produtores de Leite de Serrania Ltda), Elias Rodrigues
da Costa (Cooperativas de Eletrificação e Desenvolvimento
Rural do Engenho do Ribeiro Ltda) e Paulo Antônio Ribeiro
(Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro Ltda).
A divulgação dos trabalhos
realizados pela OCEMG tornou-se uma das principais metas da
nova diretoria. Para isso, criou uma Assessoria de Imprensa
e Comunicação Social para dar divulgação
a todos os fatos relativos ao cooperativismo. Ligado diretamente
à assessoria de imprensa, foi instalado um serviço
de Telex com linha aberta e direta com as cooperativas e órgãos
do governo e os maiores jornais do país.
No campo da integração, foi criada a Comissão
Estadual Consultiva do Desenvolvimento Ordenado do Cooperativismo
(CEDOC) com a participação do BNCC, EMATER-MG
e SUDECOOP, fortalecendo ainda mais o cooperativismo no Estado.
Foram criados vários programas técnicos visando
o apoio às cooperativas, que já neste ano estavam
presentes em 433 dos 722 municípios mineiros.
Com o apoio da Fundação
alemã Friedrich Naumann, a OCEMG levou até o meio
do cooperativismo mineiro um programa visando o treinamento
de pessoal e cursos como educação cooperativista
e recursos humanos.
1985 Em
1985, a OCEMG comemora 15 anos de existência. É
o maior movimento sócio-econômico do Estado de
Minas Gerais, aglutinando mais de 300 mil famílias cooperativadas.
Passa de 433 filiadas em 1984, para 439, com destaque para o
surgimento de um novo segmento: o do crédito rural. A
atuação da entidade durante estes 15 anos se deu
principalmente na representação política
e na defesa dos interesses do sistema cooperativista junto aos
organismos de formulação de políticas no
âmbito governamental e na assistência técnica
nas áreas jurídica e gerencial.
Na área política a representação
e defesa se deu através do entrosamento cada vez maior
da entidade com os órgãos governamentais como
Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, a Federação
da Agricultura do Estado de Minas Gerais (FAEMG), com o Ministério
da Agricultura e o Governo do Estado. Foram realizadas várias
atividades conjuntas com essas entidades, como elaboração
de uma política estável de curto, médio
e longo prazo para o leite.
Em relação ao atendimento
interno, a OCEMG possibilitou a participação das
cooperativas em questões importantes como convênios
com o FUNRURAL, COBAL e merenda escolar. Foram realizados nove
Encontros Regionais de Cooperativas de Produção,
cinco de Cooperativas de Economia e Crédito Mútuo
e um Encontro Estadual de Cooperativas-Escola. Ainda em 1985,
começaram a funcionar as Cooperativas de Crédito
Rural. Estes encontros consolidaram definitivamente um pensamento
mais uniforme para cada um dos segmentos do cooperativismo,
demonstrando a necessidade de se repetir tal tipo de iniciativa
periodicamente.
1986 Vários
convênios foram assinados em 1986 com destaque para os
firmados com a Fundação Friedrich Naumann e Secretaria
Nacional de Cooperativismo (SENACOOP), CEROMG e BNCC.
Ao encerrar o seu mandato, a diretoria
da OCEMG deixou para uma nova gestão, uma máquina
azeitada, pronta para atender aos anseios da base. Destaca-se:
um departamento voltado para a assistência técnica
gerenciadas às filiadas, com setores especializados em
comunicação, treinamento e capacitação
cooperativistas, uma consultoria de cooperativismo de crédito
rural, base para o lançamento e consolidação
do sistema cooperativista de crédito rural no Estado,
estabelecimento e implantação do setor de auditoria
externa, com a possibilidade de consolidar o sistema de autogestão
e afirmação do setor gráfico, que elaborou
e produziu mais de 10 mil exemplares de publicações
das mais diversas. Ao fechar o ano de 1986 a entidade tinha
463 cooperativas filiadas, contra 439 do ano anterior.
1987 A
nova diretoria eleita para o triênio 1987/1990 tinha os
seguintes membros: Presidente: Paulo Roberto Bernardes (Cooperativa
Agropecuária de Corinto Ltda), Vice-Presidente: Francisco
José Neves (UNIMED - Cooperativa de Trabalho Médico/BH)
e Ronaldo Ernesto Scucato (Cooperativa de Consumo dos Servidores
do DER/MG Ltda) e os diretores: Alberto Ferreira (Cooperativa
Agropecuária Vale do Rio Doce Ltda), Bruno Régis
Borges da Costa (Cooperativa Regional dos Produtores de Leite
de Serrania Ltda), Feliciano Dias Vieira (Cooperativa Agrária
de Machado Ltda), Paulo César Porfírio Borges
(Cooperativa Agropecuária de Araxá Ltda), Ronaldo
Durante (Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Poços
de Caldas) e Zélia Maria Gomes (Cooperativa de Economia
e Crédito Mútuo dos Empregados da Manesmann e
Empresas Consorciadas em MG Ltda).
A nova diretoria assumiu, adotando
o lema ³coragem e esperança². Coragem para
defender com firmeza os interesses do cooperativismo e esperança
de que, apesar de todas as dificuldades, pudesse tornar a sua
ação proveitosa para todos os cooperativistas.
Logo de início, reimplantou a assessoria de crédito
rural visando prestar assistência às cooperativas
deste setor já em funcionamento e orientar grupos de
produtores que se mostrassem interessados na criação
de novas unidades.
Firmou convênios com o IAPAS/INPS
possibilitando que os recursos retidos fossem aplicados em ações
integradas de saúde, beneficiando o corpo social das
cooperativas, empregados, associados e funcionários e
respectivos dependentes, além de estender o atendimento
à população local de acordo com os recurso
disponíveis.
1988 Em
março de 1988 foi publicado o primeiro número
do JORNAL DA OCEMG. Com tiragem inicial de 1 mil exemplares
o jornal logo cresceu, chegando à tiragem de 8 mil. A
OCEMG teve participação destacada no X Congresso
Brasileiro de Cooperativismo, onde compareceu com sua diretoria
e numerosa delegação.
Como integrante do sistema cooperativo brasileiro, a OCEMG participou
ativamente dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte,
não só através dos senadores e deputados
federais que formavam a Frente Parlamentar Cooperativista, como
pela presença constante de cooperativistas de todo o
Brasil junto aos seus representantes, além da manutenção
do assessor especial no Congresso durante todo o processo de
elaboração da nova Constituição.
1989
A OCEMG começou firme o ano
de 1989, com muita disposição para defender os
interesses do cooperativismo e esperançosa de que, apesar
de todas as dificuldades, a sua ação pudesse ser
proveitosa para todos os cooperativistas.
E foi com essa determinação
que fez a divulgação da tese jurídica provando
a ilegalidade da cobrança da correção monetária
nos financiamentos rurais impetrou mandado de segurança
contra a cobrança de ICMS sobre insumos agropecuários,
além de fazer intensa campanha junto à Assembléia
Constituinte Estadual, a favor das proposições
cooperativas e contra a cobrança do ICMS sobre o leite
consumo, que trouxe a todos uma grande vitória.
1990
1990 foi muito difícil para
o setor cooperativista. Logo no início do ano a OCEMG
foi obrigada a modificar o planejamento de suas atividades para
o primeiro semestre pois teve as suas reservas financeiras bloqueadas
pelo governo Collor.
Como se não bastasse, o governo
também liquidou o BNCC. Apesar da dificuldade de adaptação
ao novo cenário a entidade não parou. Em abril
elegeu o seu novo conselho diretor para o triênio 90/93
que ficou assim constituído: Presidente: Paulo Roberto
Bernardes (Cooperativa Agropecuária de Corinto Ltda),
Vice-Presidente: Ronaldo Ernesto Scucato (Cooperativa de Consumo
dos Servidores do DER/MG Ltda) e Jairo Ataíde Vieira
(Cooperativa Agropecuária Regional de Montes Claros Ltda),
Diretores: Carlos Carmo Andrade Melles (Cooperativa Regional
dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso
Ltda), Domingos Sávio (Cooperativa Agropecuária
de Divinópolis Ltda), José Edgard Pinto Paiva
(Cooperativa Central dos Cafeicultores e Agropecuaristas de
MG Ltda), Nívio Braz de Lima (Federação
das UNIMEDs de Minas Gerais), Zélia Maria Gomes (CECM
dos Empregados da Manesmann e Empresas Consorciadas em MG Ltda).
Em agosto, foi assinado um convênio de atividades com
o Departamento Nacional de Cooperativismo (DENACOOP). A OCEMG
fechou o ano com 496 cooperativas filiadas, 27 a mais que o
ano anterior.
1991
Pregando a união, a integração,
a autogestão derivada do conhecimento, da educação
e da capacitação cooperativista, a OCEMG conseguiu
bons resultados em 1991. Foram criadas mais 20 cooperativas
de Crédito Rural elevando o total a 76.
No segmento das cooperativas de economia
e crédito mútuo foram constituídas 7 novas
cooperativas atingindo cerca de 9 mil associados. A OCEMG firmou
convênios com o Departamento Nacional de Cooperativismo
(DENACOOP), com a Fundação Friedrich Naumann e
com a Organização das Cooperativas Brasileiras
(OCB) e preparou o III Encontro Nacional de Capacitação
e Organização do Quadro Social em Cooperativas
- II ENCE que seria realizado no ano seguinte. Ao findar o ano,
a OCEMG tinha 528 cooperativas filiadas, 32 a mais que o ano
anterior.
1992
Durante o ano de 1992, a OCEMG continuou
o seu trabalho, buscando de todas as maneiras trazer benefícios
para o cooperativismo mineiro. Para isso organizou intercâmbios,
promoveu cursos e palestras, encontros regionais e estaduais,
constituiu e assistiu as cooperativas, criou novos serviços
para os associados, compôs comissões técnicas
para assessoramento e reivindicou dos poderes públicos
maior atenção para o setor.
Em julho, realizou, conjuntamente
com a OCB, o II ENCE - Encontro Nacional de Capacitação
do Quadro Social em Cooperativas, que reuniu 649 participantes,
entre dirigentes, cooperados e técnicos de 23 Estados
brasileiros. Em agosto promoveu o Seminário da Política
de Leite que resultou na criação, na OCEMG, de
um Departamento de Leite e na formação de uma
nova central de laticínios, a CEMIL - Cooperativa Central
Mineira de Laticínios Ltda, que já nasceu com
13 cooperativas. No final do ano a entidade tinha 543 filiadas.
1993
Em abril de 1993, a OCEMG elegeu sua
nova diretoria, assim constituída: Presidente: Alfeu
Silva Mendes (Cooperativa dos Granjeiros do Oeste de Minas),
1º Vice-Presidente: Jairo Ataíde Vieira (Cooperativa
Agropecuária Regional de Montes Claros Ltda), 2º
Vice-Presidente: Dilson José Dutra, substituído
em novembro de 93 por Afrânio Avellar Marques Ferreira
(Cooperativa Regional dos Produtores Rurais de Sete Lagoas Ltda),
e os diretores: Carlos Carmo Andrade Melles (Cooperativa Regional
dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso
Ltda), Domingos Sávio (Cooperativa Agropecuária
de Divinópolis Ltda), José Antônio Cardoso
Cançado ( Cooperativa Agropecuária de Bom Despacho
Ltda), Luiz Gonzaga Viana Lage (CECREMGE), José Edgard
Pinto Paiva (Cooperativa Central dos Cafeicultores e Agropecuaristas
de MG Ltda), Mozart Pacheco (Coop. Mista Agropecuária
de Patos de Minas Ltda), Nívio Braz de Lima (Federação
das Cooperativas de Trabalho Médico de MG - UNIMED/MG)
e Wellington Silveira Oliveira Braga (Cooperativa Agropecuária
Vale do Rio Doce Ltda).
O Cooperativismo de Crédito
Rural foi o segmento que mais cresceu no ano de 1993. De 63
cooperativas filiadas em 1992, o total saltou para 89. Esse
crescimento foi fruto do desenvolvimento da Cooperativa Central
de Crédito Rural de MG - CREDIMINAS, que se transformou
no principal alicerce de sustentação da Credis
de nosso Estado. Dentre as várias atividades realizadas
em 1993, merece especial destaque o IV Encontro de Comitês
Educativos de Minas Gerais, o Seminário sobre o PRONAL,
o Encontro Estadual de Cooperativas Escola e o II Seminário
Cooperativista de Política de Leite. O Departamento de
Leite da OCEMG no mês de março passou a fornecer
dados de cooperativas de diversas regiões do Estado.
1994
O ano de 1994 foi muito movimentado
politicamente com as eleições para Presidente
da República, Governador do Estado, Deputados e Senadores.
A OCEMG saiu vitoriosa ao eleger os seus candidatos: Carlos
Melles, para Deputado Federal e Jairo Ataíde Vieira,
para Deputado Estadual.
Os preços estáveis foram
bons para o produtor de uma maneira geral, no entanto, a permanência
da TR foi um desastre para aqueles que possuíam empréstimos.
Também os juros absurdamente altos ficaram incompatíveis
com a produção agrícola, pois chegaram
até 60% ao ano quando os preços estavam estáveis
ou em queda. Mesmo com algumas atividades durante o ano.
O Seminário Internacional
"As Cooperativas e a Produção de Leite Ano 2000"
idealizado e promovido pela OCEMG foi o maior sucesso. Estiveram
presentes 340 participantes, representando 50 cooperativas mineiras,
20 cooperativas de outros estados brasileiros, 30 empresas privadas
e 10 participantes estrangeiros, além de instituições
financeiras, de ensino e pesquisa e órgãos governamentais.
Outro acontecimento de destaque em 1994 foi o Curso de Desenvolvimento
de Cooperativas Agrícolas patrocinado pelo Governo de Israel
através do Instituto Internacional - Histadrut Israel.
Trinta latino-americanos participaram do curso sendo que o único
brasileiro foi José Geraldo Andrade Leite, Diretor Executivo
da OCEMG.
Em novembro a OCEMG marcou a sua presença no Seminário
Internacional SIAF, Dentre as várias ações
da OCEMG em 1994 destacam-se: participação do Projeto
Novas Fronteiras do Cooperativismo, criação da Comissão
Estadual do Cooperativismo (CECOOP), coordenação
geral do Programa do Cooperativismo Mineiro (PROMOCOOP), criação
da Cooperativa Interdisciplinar de Serviços Profissionais
Ltda (INTERCOOP) e coordenação do Programa Nacional
do Álcool e Leite/MG (PRONAL/MG) Ao fechar o ano de 1994,
a OCEMG tinha 678 cooperativas filiadas, 35 a mais que o ano anterior.
1995
Em 1995 assistiu-se a posse de novos
governantes e também à posse dos representantes
apoiados pelo cooperativismo mineiro.
No âmbito do governo estadual
o cooperativismo iniciou um período desfavorável.
A SUDECOOP, que estava com suas atividades bastante reduzidas,
deixou de pertencer à Secretaria da Agricultura sendo
transferida à Secretaria de Trabalho e Ação
Social.
A OCEMG, na pessoa de seu presidente
esteve presente às comemorações dos Centenário
da ACI - Aliança Cooperativa Internacional, ocasião
em que aconteceu, em Manchester - Inglaterra, o Congresso Internacional
que reformulou os princípios da doutrina cooperativista.
Na área de treinamento o destaque
foi o curso para Desenvolvimento das Cooperativas Agrícolas
que foi ministrado em várias cidades polo regionais,
ocasião em que Dr. José Geraldo Andrade Leite
difundiu a experiência trazida de Israel. Foi realizado,
também, o VI ECEMG - Encontro de Comitês Educativos
de Minas Gerais, desta vez na cidade de Araxá.
Como uma das atividades do Programa
de Desenvolvimento da Imprensa Cooperativista, realizado sob
os auspícios do PNFC - Projeto Novas Fronteiras para
o Cooperativismo, foi feita a premiação do I Concurso
de Imprensa Cooperativista, sendo que o prêmio maior coube
à COOXUPÉ - Cooperativa Regional dos Cafeicultores
em Guaxupé Ltda.
Um acontecimento de relevância
destacada foi a realização, na cidade de Poços
de Caldas, do Seminário Mercado Internacional do Café
- Exigências e Perspectivas, foi nesse evento que o governo
estadual ficou sensibilizado para a necessidade de se fazer
o marketing do café produzido em Minas. A partir dele
foram realizados diversos encontros que redundaram numa maior
participação mineira no mercado internacional
do café de qualidade.
Em 95, em todos os eventos, a OCEMG
abriu espaço para a divulgação do Projeto
PEGASUS, cujo foco era a difusão no meio cooperativista
das novas tecnologias e facilidades embutidas na INTERNET.
1996
Completando 25 anos de atividade a
celebração que aconteceria em setembro foi adiada
para Assembléia Geral deste ano, ocasião em foi
editada uma Revista Comemorativa, que mais tarde transformou-se
na publicação GESTÃO COOPERATIVA, uma revista
de âmbito nacional. Nessa mesma Assembléia comemorativa,
aconteceu a eleição que reconduziu a diretoria
a um novo mandato.
1996 foi privilegiado por eventos
marcantes: o preparo, por cada um dos segmentos, das propostas
que seriam apresentadas para compor a pauta do XI CONGRESSO
BRASILEIRO DE COOPERATIVSMO, programado para o ano seguinte.
Um dos resultados desse trabalho foi a fundação
da FETRABALHO-MG - Federação das Cooperativas
de Trabalho do Estado de Minas Gerais, sendo que a primeira
ação dela, FETRABALHO, em parceria com a OCEMG,
foi a realização em Belo Horizonte, com absoluto
sucesso, do I Seminário Nacional de Cooperativas de Trabalho.
Outro acontecimento impar foi a inauguração do
prédio novo: a solenidade foi realizada em 30 de outubro,
sendo que as instalações foram abençoadas
por D. Serafim Fernandes, arcebispo de Belo Horizonte.
Na área política, até
então um tabu, foi lançada oficialmente a FRENCOOP
- Frente Parlamentar do Cooperativismo, cujo primeiro presidente:
Deputado Carlos Melles, era um dos diretores de OCEMG.
A 31 de dezembro, efetivamente, o
escritório da organização voltou a operar
na Av. Contorno 5005, agora em instalações à
sua altura.
1997
Foi o ano do centenário da
cidade de Belo Horizonte, e em comemoração, vários
eventos nacionais e internacionais aconteceram na cidade. A
OCEMG, ciente da importância do momento hospedou a Assembléia
Geral da OCB, ocasião em que Dr. Dejandir Dalpasquale,
em seu discurso de posse do seu segundo mandato, declarou seu
compromisso de implementar as recomendações que
seriam originadas no XI Congresso. Ainda em função
do aniversário da cidade e dentro dos eventos do Fórum
das Américas, fez realizar o Encontro de Cooperativismo
das Américas, tendo recebido a maioria dos líderes
brasileiros e diversos dirigentes internacionais, dentre estes
o Dr. Armando Tovar Parada - Presidente da OCA - Organização
Cooperativista das Américas.
Dando prosseguimento ao preparo para
XI Congresso, foram realizados diversos encontros preparatórios,
sendo o principal desses o que recebeu as lideranças
da região sudeste. No sentido de divulgar o cooperativismo
do estado durante o Congresso foi editado o livreto "O
cooperativismo em Minas Gerais" onde, entre outras coisas,
ficou documentado, de forma oficial, que a primeira cooperativa
brasileira foi fundada em solo mineiro. O resultado de todo
esse esforço é facilmente constatado nos anais
do XI CBC, onde está registrada nossa importante contribuição:
a maioria dos assuntos aprovados foram originados nos encontros
realizados na terra mineira.
Na área política foi
criada a FRENCOOP estadual que, acionada pela OCEMG, teve ação
decisiva na queda do ICMS do leite de 18 para 7% e nos derivados
da carne e do leite e 18 para 12%.
Visando criar parâmetros e fazer
acompanhamento das cooperativas agropecuárias foi implantado
o PMCOOP - Programa de Monitoramento das Cooperativas Mineiras.
Dentro dos programas plurianuais aconteceram,
em Belo Horizonte, o Encontro Estadual dos Agentes de Comunicação
e o Encontro de Comitês Educativos.
Foram realizados, também, cinco
seminários regionais tratando da fruticultura, fazendo
ver aos produtores rurais a imensa possibilidade de ampliar
suas atividades proporcionando o aumento de renda.Outro trabalho
importante realizado em 97 foi a reestruturação
da Biblioteca da Organização.
1998
O cooperativismo mineiro, na pessoa
do presidente da OCEMG, Alfeu Silva Mendes, foi homenageado
pelo governo do estado, recebendo a Medalha da Inconfidência,
na tradicional solenidade do dia 21 de abril.
Durante a Assembléia Extraordinária
da OCB, convocada para adaptar o estatuto da entidade às
recomendações do XI Congresso, a atuação
da OCEMG foi relevante, destacando-se a defesa dos postulados
que recomendavam a nova governança, assegurando aos ramos
emergentes, em especial o do crédito e o do trabalho,
uma participação mais significativa na administração
da entidade maior e na repetição do modelo em
escala estadual. Como conseqüência o ramo do trabalho,
e com ele o Estado de Minas Gerais, teve um de seus lideres
eleito como suplente do Conselho Fiscal.Em 4 de junho, na Câmara
dos Deputados em Brasília, por ocasião da instalação
de uma Comissão Geral em reconhecimento dos serviços
prestados à nação pelo cooperativismo,
Minas Gerais foi representada por Alfeu Silva Mendes, presidente
da OCEMG que discorreu sobre os problemas estaduais, e por Carlos
Fabiano Braga falando em nome do ramo do trabalho de todo o
pais.
Ano de eleições, 1998
teve, pela primeira vez no estado um candidato à Assembléia
Legislativa, Dr. Alfeu Silva Mendes - Presidente da OCEMG, cuja
plataforma principal era o cooperativismo, entretanto, apesar
do trabalho desenvolvido e da votação significativa,
não foram conseguidos os votos necessários.
1999
Um acontecimento significativo em
1999, para a OCEMG, seguramente, foi a realização
da Assembléia Extraordinária para a adaptação
do estatuto às determinações do XI Congresso.
Em sessão altamente prestigiada pelos representantes
das singulares, em debates francos e abertos, prevaleceu por
expressiva maioria que o mandato da atual diretoria terá
vigência até a AGO de 2001, fazendo coincidir com
o mandato da OCB.
Em março. Através da
Medida Provisória nº 1.781 foi criado o SESCOOP
- Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo.
O regimento foi publicado em abril (Decreto 3.017) e o Regimento
Interno saiu em outubro. Uma das primeiras atividades em Minas
Gerais foi o Censo Cooperativista, efetuado por amostragem.
1999 foi o momento da confirmação
da tendência que se afigurava há alguns anos, ou
seja o crescimento do cooperativismo urbano. Ao final do período
a distribuição das cooperativas conforme os ramos
se mostrava assim:
Agropecuário
Centrais e Federações
Consumo
Trabalho
Educacional
Habitacional
Crédito Rural e Mútuo
Saúde
Serviços |
206
17
48
192
35
9
256
114
4 |
Total
|
881 |
Esse quadro determina um
importante alteração no dia a dia da Organização,
uma vez que os problemas aumentam em número e em complexidade.
Como exemplo consignamos que pela primeira foi convocado o Conselho
de Ética da entidade, tendo como pauta um conflito de
interesses de cooperativas de trabalho. Outra ação
decorrente desses novos interesses foi a instalação
da CICCOT - Câmara do Cooperativismo de Trabalho, onde
a OCEMG e outras entidades negociam com representantes sindicais
e de órgãos do governo os melhores caminhos para
o cooperativismo de trabalho.
2000
Passando de forma quase desapercebida,
visto que executada constante e paulatinamente, um dos principais
acontecimentos do ano foi a efetiva operacionalização
do SESCOOP - Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo,
no que se inclui o preparo das instalações, o
recrutamento e treinamento de pessoal, selecionar e atualizar
os instrutores, chegando ao momento de ministrar os cursos.
Mesmo reconhecendo que a maior parte das tarefas ficou a cargo
da administração do SESCOOP, coube à OCEMG,
dar a partida e monitorar o processo visto que muitas atividades
passaram de uma instituição à outra. Foi
feito um diagnóstico das demandas, quando 80% das cooperativas
atenderam a solicitação de informações.
O ultimo ano do milênio foi
o momento em que se instituiu o FORMACOOP - Plano de Capacitação
Para Dirigentes Cooperativistas.
Outro acontecimento relevante foi
a recomposição do patrimônio imobiliário
representado pela venda do primeiro pavimento do prédio
à CREDIBEL e, com o recurso financeiro a aquisição
da casa de residência ao lado do prédio, ficando
assim garantidas as necessidades de ampliações
das instalações no futuro.
No aspecto jurídico foi feita
uma alteração no Estatuto da Organização
com intuito de adequá-lo à exigências legais,
para o que foi realizada uma AGE. Com isso ficam atendidos os
requisitos para ser também uma representação
sindical.
Um trabalho significativo, que fica
logo empoeirado na memória, foi aquele executado no preparo
da delegação mineira ao XII Congresso chamado
de RIO-2000, que, tornando-se prioridade determinou o adiamento
da "Convenção 2000".
No campo político há
que ressaltar a parceria com Assembléia Legislativa de
Minas Gerais cujo fruto mais destacado foi a realização
do I Seminário Brasileiro das FRENCOOPs Estaduais.
2001
Ao apagar das luzes da administração
Alfeu Silva Mendes há que destacar os seguintes acontecimentos:
Com a Secretária de Interior e Justiça, foi decidida
a parceria para a continuidade das Cooperativas Sociais. Aconteceu
um evento significativo e de extrema importância: o 1º
encontro estadual de Jovens Cooperativistas, realizado no Hotel
TAUÁ. Decidiu-se pela manutenção e apoio
ao Programa TV Cooperativa, transmitido pela TV Bandeirantes.
A Loteria Mineira homenageou a OCEMG estampando o Selo Comemorativo
de seus 30 anos nas tirinhas do concurso cuja extração
aconteceu em 12 de janeiro. A FRENCOOP-Minas marcou sua parceria
com a OCEMG possibilitando a aprovação da Lei
que permite que as Cooperativas paguem o ICMS, em atraso, em
até 100 parcelas mensais, sem juros, sem multas e sem
correção. A Faculdade de Ciências Humanas
de Pedro Leopoldo assinou um convênio concedendo um desconto
de 20% na anuidade de seu curso Latu Sensu em Gestão
do Cooperativismo.
Como pano geral, os 4 primeiros meses
de 2001 foram especialmente movimentados na OCEMG, devido ao
duplo processo eleitoral instalado. Houve eleições
para a OCEMG e para a OCB.
Na preparação para as
eleições estaduais foi convocada uma Assembléia
Extraordinária que se realizou em 14 de fevereiro, ela
ampliou o número de Conselheiros de 11 para 13. Isso
possibilitou a representação de todas as regiões
assim como dos ramos já organizados.
Ronaldo Scucato, com aprovação
unânime do Conselho, encabeçou a chapa situacionista
e, em tempo hábil, cumpriu todo o ritual necessário.
Houve um movimento para lançamento de uma chapa de oposição,
mas isso não chegou a se concretizar visto que seus componentes
não conseguiram organizar toda a documentação
exigida e, portanto não foi possível registrá-la.
Destarte a Assembléia Geral do dia 25 de abril de 2001
elegeu, por aclamação, o Conselho que foi imediatamente
empossado e atualmente dirige a instituição. Nessa
ocasião, Dr. Alfeu Silva Mendes foi homenageado com uma
placa de reconhecimento pelos relevantes serviços prestados
ao cooperativismo.
Para as eleições na
OCB previa-se que houvesse embate entre duas chapas, uma liderada
por Minas Gerais e outra por São Paulo, entretanto, momentos
antes de inicio dos trabalhos houve consenso, de forma que Dr.
Marcio Lopes de Freitas assumisse a presidência e a vice-presidência
que cabe às regiões geográficas ficasse
a cargo de Alfeu Silva Mendes.
Tão logo assumiram os Conselheiros
de Administração, Fiscais e de Ética da
OCEMG realizaram uma reunião em conjunto, ocasião
em que o Presidente Ronaldo Scucato anunciou sua pretensão
de compartilhar e interiorizar a administração,
para tanto providenciará que algumas reuniões
do Conselho de Administração aconteçam
no interior, de preferência nas cidades de origem dos
diversos conselheiros e que convidará, alternativamente,
um dos Conselheiros Fiscais para todas as reuniões do
Conselho de Administração. Enfatizou também
sua preocupação com as novas atribuições
que a OCEMG assumiu quando se tornou, também, um Sindicato.
Ressaltando o volume de atividades que deverão ser atendidas
anunciou que delegará inúmeras delas.
Durante 2001 aconteceram 2 reuniões
no interior: setembro em Araxá e a de dezembro em Montes
Claros.
Em agosto, na cidade de Uberaba, foi
lançado o programa COOPERJOVEM, que tem o aval Ministério
da Educação e tem como alvo jovens a partir dos
12 anos visando inicia-los na doutrina e prática do cooperativismo.
Ainda em Agosto aconteceu na Assembléia
de Minas Gerais uma Audiência Pública para tratar
de assuntos relativos ao ramo do trabalho, nessa ocasião,
com o auditório lotado, aconteceu um embate entre Delegacia
Regional do Trabalho e Ministério Público de um
lado e o cooperativismo do outro. Tal Audiência tem a
finalidade de esclarecer mal entendidos e eliminar preconceitos
contra o Cooperativismo de Trabalho.
Em setembro iniciaram as atividades
da Comissão de Reorganização do Quadro
Social, chamando as cooperativas inadimplentes dos pontos de
vista contábil e financeiro para regularizarem sua situação
perante a OCEMG. Cooperativas não registradas também
foram contatadas.
Em 19 de setembro, as gestões
da OCEMG em conjunto com a FRENCOOP estadual resultaram em retumbante
vitória quando a Assembléia Legislativa, por 50
votos a 3, derrubou o veto do governador ao Projeto de lei 539/99
de autoria do Deputado Paulo Piau. Assim as cooperativas mineiras
com débitos perante o ICMS poderão parcelar os
mesmos em até 100 meses, com anistia da mora.
Em 23 de outubro, a OCEMG, nas pessoas
do Presidente Ronaldo Scucato e de seu Vice Alberto Adhemar
do Valle Junior, depôs na CPI do Leite da Assembléia
Legislativa de Minas Gerais. Foi dado ênfase à
desorganização do setor, onde os pequenos estão
relegados a sua sorte.
Nesse ano, em Minas Gerais, a comemoração
do Dia Internacional do Cooperativismo ocorreu a 12 de novembro
em solenidade que contou com a presença dr Dr. Roberto
Rodrigues, Ex-presidente da ACI - Aliança Cooperativa
Internacional. Nessa ocasião foram agraciados com a Medalha
do Mérito Cooperativista "Dr. Paulo de Souza Lima" os
senhores Heli de Oliveira Penido e Luiz Gonzaga Viana Lage,
ambos do cooperativismo de crédito.
Registre-se que o balanço de
fim de ano mostrou que foram criadas 51 novas cooperativas.
2002
Janeiro ficou marcado pela realização
do II Encontro Estadual do Jovem Cooperativista, cujo momento
maior foi uma palestra de Dr. Roberto Rodrigues. Ex-presidente
da ACI - Aliança Cooperativa Internacional. Destaque
também para a reorganização do setor jurídico
da instituição, a partir de então melhor
capacitado a atender suas atribuições de Sindicato.
Em fevereiro, no dia 7, a OCEMG, em
conjunto com a OCB e o Ministério do Esporte e Turismo
lançou o programa de Turismo Rural Cooperativo. O evento
contou com presença do Ministro Carlos Melles.
Em março, pela primeira vez,
a OCEMG interveio como Sindicato Patronal, quando negociou a
revisão salarial dos empregados da Cooperativas de Crédito.
Nesse mês a Reunião do Conselho de Administração
se deslocou para São Sebastião do Paraíso.
A Comissão de Reorganização do Quadro Social,
tendo identificado as cooperativas inadimplentes com o sistema
convidou-as a regularizar sua situação, dipondo-se
a negociar, caso a caso.
Abril, já no dia 2 registra
um fato relevante: Em reposta a ações da OCEMG,
juntamente com o SILEMG - Sindicato dos Produtores de Leite
de MG, o Governador Itamar Franco fez publicar um decreto que
beneficia o cooperativismo, Trata-se de regulamentação
do ICMS do leite in natura .
O dia 7 de maio foi o memento importante
para cooperativismo habitacional do estado, nesse dia Dr. Roberto
Marazi, um expert nacional na matéria, proferiu,
sob auspícios da OCEMG, a palestra "Novas Perspectivas
Para Moradia".
Em junho, o Conselho de Administração
reuniu-se na cidade de Leopoldina.
Atenta ao momento político
nacional, a OCEMG se fez presente nos debates promovidos pelas
entidades patronais do estado com os candidatos a Presidência
do País.
Em 22 de julho, em Teófilo
Otoni aconteceram o 5 O . Seminário de Ação
Cooperativista e a reunião ordinária do Conselho
de Administração.
O Seminário que discutiu temas
jurídicos do cooperativismo, patrocinado e organizado
pela OCEMG, aconteceu no Minas Centro em Belo Horizonte, nos
dias 12 e 13 de agosto.
A 14 de setembro, realizou-se, de
forma e especial, mais uma edição do Seminário
Ação Cooperativa, desta vez com a presença
de representantes de nove Centrais e Federações.
O evento foi realizado no Hotel Floresta Mágica, em Santa
Luzia.
Em outubro Belo Horizonte e a OCEMG
receberam , durante o III Congresso Mineiro de Cooperativismo,
a Reunião de Nucleação OCB/Sescoop Nacional,
que trouxe até a cidade os representantes da região
Sudeste. O III Congresso aconteceu nas instalações
do Minas Centro ao mesmo tempo que a I Expocoop/MG, uma Feira
que exibiu produtos das cooperativas mineiras.
Encontro em Araxá, nos dias
25, 26 e 27 de novembro, discutiu a participação
feminina no cooperativismo. O evento teve o nome de "A Importância
da Mulher no Cooperativismo - Construindo Estratégias
de Participação" e foi realizado no Grande Hotel
do Barreiro. Há que registrar a presença de Dr.
Roberto Rodrigues, e, segundo consta, foi durante esse evento
que o então Presidente Eleito: Luiz Inácio Lula
da Silva, que também estava hospedado no mesmo hotel,
teve seus primeiros contatos com o aquele que viria a se tornar
seu Ministro da Agricultura.
No dia 25 de novembro, a OCEMG, representada
por sua diretoria e por grande número de dirigentes prestou
homenagem ao Vice-Presidente Eleito José de Alencar,
durante um jantar na Serraria Souza Pinto em Belo Horizonte.
Neste evento esteve presente, dentre outras autoridades, o Sr.
Luiz Inácio Lula da Silva.
Importante destacar a integração
da OCEMG com as diversas entidades patronais, de forma a eliminar
atividades em duplicidade, evitando desperdício de energias,
e harmonizando agendas visando sinergias e complementar de esforços.
O Projeto AGLUTINAR, que foi implementado
e vem sendo trabalhado há longo tempo deve ser creditado
ao ano de 2002, ainda que sua complementação ainda
não tenha sido alcançada.
Outro trabalho de realização
longa foi o Censo Sobre Necessidades Empresariais das Cooperativas
de Minas Gerais, a tabulação dos dados trouxe
informações de grande valia para o cooperativismo.
Registre-se que o balanço de
fim de ano mostrou que foram criadas, em Minas, 72 novas cooperativas,
trabalho (25) e saúde (12) foram os ramos que mais cresceram.
2003
Dois mil e três ainda não
é história, mas há que destacar de seu
primeiro semestre: a reunião com os Presidentes de Centrais
e Confederações, realizada a 19 de março
no Nacional Clube em Belo Horizonte. Na mesma ocasião
a OCEMG recebeu a visita do Secretário de Estado da Agricultura,
o Dr. Odelmo Leão.
Em abril, dias 4 e 5, a OCEMG em conjunto
com FETRABALHO-MG fizeram realizar o II Seminário das
Cooperativas de Trabalho de Minas Gerais.
Durante a comemoração
da Inconfidência Mineira, em Ouro Preto, a 21 de abril,
o Cooperativismo Mineiro, na pessoa de seu Presidente Dr. Ronaldo
Scucato, foi agraciado com a Medalha da Inconfidência.
A 28 de abril realizou-se a Assembléia
Geral Ordinária aprovando a prestação de
contas e o balanço referente ao exercício do ano
anterior.
Foi implantado durante o primeiro
semestre o GECAP - Sistema de Gerenciamento e Acompanhamento
para as cooperativas agropecuárias. Através dessa
consultoria as cooperativas farão seu diagnóstico,
ocasião em que receberão conceitos e notas através
das quais se poderá avaliar sua evolução
ao longo do tempo e compará-la com a média das
congêneres e com outros parâmetros de excelência
ou de alerta.
Como fecho (temporário) de
história do cooperativismo mineiro, explicitamos o quadro
das registradas considerado o resultado do trabalho da Comissão
de Reorganização do Quadro Social, e a inscrição
de novas Cooperativas.
Agropecuário
Centrais e Federações
Consumo
Credito
Educacional
Especiais
Habitacional
Infra Estrutura
Mineral
Produção
Saúde
Trabalho
Transporte
Turismo e Lazer
TOTAL |
165
16
24
256
41
0
7
3
0
4
116
114
43
1
790 |
Dados de Julho
de 2003. |